Emprego do Hífen no Português para Concurso Público 2026

Seja muito bem-vindo a esta aula definitiva sobre o emprego do hífen, um dos temas mais recorrentes e, para muitos, desafiadores da gramática para concursos. Dominar as regras do hífen é um passo estratégico para quem busca a aprovação, pois este conteúdo é frequentemente utilizado pelas bancas como critério de desempate. Vale lembrar que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009, alterando significativamente o uso do hífen e exigindo atenção redobrada dos candidatos ao concurso público.

1. Introdução ao Emprego do Hífen

O hífen é um sinal gráfico (-) que exerce funções fundamentais na nossa escrita. Diferente do travessão, que é utilizado principalmente em diálogos e marcação de incisos, o hífen atua na estrutura das palavras e na organização do texto.

O que é o hífen?

Basicamente, o hífen é um elemento de ligação ou separação que atua em três frentes principais:

  1. Formação de palavras: Une prefixos a radicais (ex: anti-inflamatório) ou forma palavras compostas (ex: guarda-chuva).
  2. Ênclise e Mesóclise: Une pronomes átonos aos verbos (ex: vê-lo, amar-te-ia).
  3. Translineação: É o sinal que usamos para “quebrar” uma palavra no final da linha e continuá-la na linha seguinte.

Nesta aula, nosso foco total será no emprego do hífen na formação de palavras e compostos, pois é exatamente aqui que as questões de prova se concentram.

🎯 Importância do tema para concursos públicos

Por que as bancas amam o hífen? A resposta é simples: detalhes. Desde a implementação das novas normas, muitos candidatos ainda utilizam regras antigas ou confiam apenas no “ouvido”, o que é um erro fatal.

As bancas examinadoras, como FGV, Cebraspe (CESPE), FCC e Vunesp, exploram as mudanças trazidas pelo texto oficial para testar a atualização do candidato. O hífen no novo acordo ortográfico (termo popularmente usado para se referir às mudanças atuais) possui uma lógica sistêmica. Se você entender essa lógica, deixará de decorar centenas de palavras e passará a aplicar regras que servem para quase todos os casos.

A padronização necessária

A unificação ortográfica entre os países que falam português visou facilitar o intercâmbio cultural e jurídico. No Brasil, embora o texto seja de 1990, é fundamental reforçar que:

⚠️ Nota Importante: O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009. Após um período de transição, ele se tornou a única norma oficial e obrigatória para todos os documentos e provas de concursos desde 1º de janeiro de 2016.

Portanto, esqueça o que você aprendeu na escola antes desse período. Vamos construir agora um conhecimento sólido e atualizado, focado no que realmente cai na sua prova de português para concurso público.


 👉 Para mais aulas sobre PORTUGUÊS, confira nossa seção dedicada ao tema!


2. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990

Para mandar bem em qualquer concurso público, você precisa entender que as regras do hífen que utilizamos hoje não são “novas”, mas sim o resultado de um processo de unificação.

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009, tornando-se obrigatório e definitivo a partir de 2016. O grande objetivo desse tratado foi padronizar a grafia entre os países lusófonos (como Portugal, Angola e Moçambique), reduzindo as diferenças ortográficas.

O que você precisa saber para a prova:

  • Foco na Simplificação: O acordo buscou criar uma lógica mais clara para o uso do hífen, baseada no encontro de letras (vogais e consoantes).
  • Mudanças Significativas: O hífen no novo acordo ortográfico sofreu as maiores alterações na parte de prefixação e em algumas locuções.
  • Atualização Constante: As bancas cobram exatamente as mudanças. Se você estudar por gramáticas anteriores a 2009, correrá o risco de errar questões básicas sobre o emprego do hífen.

Em resumo: a norma atual busca evitar o uso excessivo do sinal, unindo as palavras sempre que os sons se “misturam” de forma natural, e mantendo o hífen apenas onde há uma barreira fonética ou visual clara.


3. A Regra de Ouro (Lógica Geral)

Para dominar o emprego do hífen sem precisar decorar listas infinitas de palavras, você precisa entender a “lógica do imã”. Como o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009, a regra foi simplificada para seguir um raciocínio fonético e visual muito claro.

A regra de ouro se resume a uma frase: Os opostos se atraem e os iguais se repelem.

🧲 O “Imã” do Hífen

Imagine que o prefixo e a palavra principal são polos de um imã. Se as letras que se encontram forem diferentes, elas se “atraem” e grudam (sem hífen). Se forem iguais, elas se “repelem” e precisam de um hífen para ficarem separadas.

1. Iguais se REPELEM (Com Hífen)

Sempre que o prefixo terminar com a mesma letra (vogal ou consoante) que inicia o segundo elemento, o uso do hífen é obrigatório.

  • Micro-ondas (o prefixo termina em ‘o’ e a palavra começa com ‘o’).
  • Anti-inflamatório (termina em ‘i’, começa com ‘i’).
  • Super-resistente (termina em ‘r’, começa com ‘r’).
  • Inter-relação (termina em ‘r’, começa com ‘r’).

2. Opostos se ATRAEM (Sem Hífen)

Se o prefixo terminar com uma letra diferente da que inicia o segundo elemento, eles se unem diretamente, sem espaço para o hífen. É aqui que muita gente se confunde na gramática para concursos, achando que a palavra “parece estranha”. Não confie no olho, confie na regra!

  • Autoajuda (termina em ‘o’, começa com ‘a’ -> diferentes, junta tudo).
  • Semianalfabeto (termina em ‘i’, começa com ‘a’ -> diferentes, junta tudo).
  • Supereconômico (termina em consoante ‘r’, começa com vogal ‘e’ -> diferentes, junta tudo).
  • Interescolar (termina em ‘r’, começa em ‘e’ -> diferentes, junta tudo).

💡 Dica de Prova: Esta regra é o coração do hífen no novo acordo ortográfico. Memorizar o conceito de “iguais se repelem e opostos se atraem” resolve cerca de 80% das questões de concurso público sobre este tema.

Tabela de Consulta Rápida: A Regra de Ouro

Encontro de LetrasAçãoExemplo
Vogal + Vogal IgualUsa HífenMicro-organismo
Vogal + Vogal DiferenteNão usa HífenExtraoficial
Consoante + Consoante IgualUsa HífenSub-bibliotecário
Consoante + VogalNão usa HífenHiperativo
Vogal + ConsoanteNão usa HífenSeminovo

👉 Para não errar mais o hífen em provas de concurso, observe a regra de ouro ilustrada abaixo: letras iguais pedem hífen; letras diferentes, não.


4. Regras Gerais do Emprego do Hífen

Nesta etapa, vamos além da “Regra de Ouro” e analisamos os comportamentos específicos de certas letras. Prepare o seu material de anotação, pois aqui estão os detalhes que as bancas adoram trocar.

4.1. Prefixo + Palavra iniciada por “H”

Esta é a regra mais simples e “soberana”: se o segundo elemento começa com a letra H, você sempre utiliza o hífen. O “H” é uma letra instável foneticamente, então o hífen serve como uma barreira protetora.

  • Exemplos: Anti-higiênico, Pré-história, Super-homem, Macro-história, Contra-habitual.

4.2. Prefixos que exigem hífen (Iguais se repelem)

Como vimos na regra de ouro, se as letras de encontro forem idênticas, usamos o hífen para separá-las. Isso vale tanto para vogais quanto para consoantes.

  • Vogais iguais: Micro-ondas, Anti-inflamatório, Contra-ataque, Arqui-inimigo.
  • Consoantes iguais: Inter-regional, Sub-bibliotecário, Super-resistente, Hiper-requintado.

4.3. Prefixos que NÃO exigem hífen (Opostos se atraem)

Se o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente, ou se termina em vogal e o segundo começa com consoante (que não seja R ou S), não há hífen.

  • Vogais diferentes: Autoescola, Extraoficial, Semianalfabeto, Infraestrutura.
  • Vogal + Consoante: Seminovo, Anteprojeto, Autopeça, Ultramoderno.
  • Consoante + Vogal: Hiperativo, Interescolar, Superamigo, Subaquático.

4.4. O caso especial do “R” e do “S”

Esta é a regra que mais gera “pegadinhas” em gramática para concursos. Preste muita atenção:

Se o prefixo terminar em vogal e a palavra seguinte começar com as consoantes R ou S, o hífen desaparece e a consoante deve ser duplicada (rr ou ss). Isso acontece para manter a pronúncia original da palavra.

  • Exemplos com R:
    • Anti + rábico = Antirrábico
    • Auto + retrato = Autorretrato
    • Ultra + rápido = Ultrarrápido
  • Exemplos com S:
    • Mini + saia = Minissaia
    • Anti + social = Antissocial
    • Ultra + som = Ultrassom

🚨 Cuidado: Se o prefixo terminar em consoante, você volta para a regra de ouro:

  • Super-rico (consoantes iguais: separa com hífen).
  • Inter-relação (consoantes iguais: separa com hífen).
  • Hiper-requintado (consoantes iguais: separa com hífen).

Tabela Resumo das Regras Gerais

Prefixo termina em…2º Elemento começa com…ProcedimentoExemplo
Qualquer letraHUsa HífenExtra-humano
VogalVogal IgualUsa HífenMicro-ônibus
VogalVogal DiferenteJunta tudoAutoajuda
VogalR ou SDobra R ou SMinirforma → Minirreforma
ConsoanteConsoante IgualUsa HífenSub-base
ConsoanteVogalJunta tudoSuperinteressante

A imagem a seguir apresenta um resumo esquematizado do uso do hífen conforme o Acordo Ortográfico, com situações, exemplos e alertas essenciais para quem estuda para concursos públicos.


5. Prefixos Específicos e Casos Obrigatórios

Existem certos prefixos que, independentemente da letra que inicia o segundo elemento, exigem o uso do hífen. Dominar esta lista é garantir pontos preciosos na sua prova de gramática para concursos.

5.1. Prefixos Tônicos e Acentuados: Pré-, Pró-, Pós-

Se o prefixo for tônico (tiver som forte) e vier acentuado, o emprego do hífen é obrigatório.

  • Exemplos: Pré-natal, Pré-escolar, Pró-reitor, Pró-europeu, Pós-graduação, Pós-auricular.

⚠️ Fique atento (Cai em prova!): Se o prefixo for átono (som fraco) e não tiver acento, ele se aglutina ao segundo elemento, seguindo as regras gerais de vogais e consoantes.

  • Prever, preestabelecer, preexistente.
  • Promover, proferir.
  • Pospor, posfácio.

5.2. Prefixos de “Estado” e Separação

Estes prefixos são considerados “unidades independentes” e, por isso, sempre exigem hífen, não importa qual seja a letra seguinte. É a regra mais fácil de memorizar!

PrefixoExemplo
Ex- (com sentido de estado anterior)Ex-prefeito, ex-mulher, ex-aluno
Sem-Sem-terra, sem-teto, sem-vergonha
Além-Além-mar, além-fronteiras
Aquém-Aquém-mar, aquém-fronteiras
Recém-Recém-nascido, recém-casado, recém-chegado
Vice-Vice-presidente, vice-rei, vice-campeão

5.3. Prefixos Especiais: Sub-, Circum- e Pan-

Aqui as bancas costumam armar as “pegadinhas” mais elaboradas sobre as regras do hífen.

O Prefixo Sub-

Além da regra do “H” (sub-humano ou subumano) e da regra das letras iguais (sub-bibliotecário), o prefixo sub- exige hífen diante da consoante R.

  • Com Hífen: Sub-base, sub-bloco, sub-regional, sub-raça.
  • Sem Hífen: Subentendido, subdiretor, subjacente.

Os Prefixos Circum- e Pan-

Estes dois prefixos exigem o emprego do hífen quando o segundo elemento começa com vogal, ou com as consoantes M ou N. Uma forma fácil de memorizar é pensar na palavra “VAMONOS” (Vogal, M, N).

  • Exemplos: Circum-escolar, circum-meridiano, pan-americano, pan-negritude.
  • Sem hífen (outras letras): Pansexual, circum-navegação (neste caso usa hífen pela regra do N).

5.4. O Prefixo Co- (A Exceção que confirma a regra)

Lembra que eu disse que “iguais se repelem”? O prefixo co- é a maior exceção a essa regra no hífen no novo acordo ortográfico. Ele geralmente se aglutina ao segundo elemento, mesmo que comece com a vogal “o”.

  • Regra geral do CO- (Sem hífen): Cooperar, coordenação, coobrigar, coabitar (note que o “h” de habitar desaparece aqui), coautor, coeducação.

🎯 Resumo para o seu caderno:

  1. Sempre com hífen: Ex, Sem, Além, Aquém, Recém, Vice.
  2. Tônicos com acento: Pré, Pró, Pós (com hífen).
  3. Sub: Hífen diante de B, R (e H).
  4. Circum/Pan: Hífen diante de Vogal, M, N.
  5. Co: Quase sempre sem hífen.

6. Emprego do Hífen em Palavras Compostas

As palavras compostas por justaposição são aquelas em que os elementos se unem para formar uma unidade de sentido nova, mas cada parte mantém sua autonomia sonora (diferente de planalto, que é aglutinação).

6.1. A Regra Geral da Unidade Semântica

O uso do hífen permanece em palavras que não têm elementos de ligação (como “de”, “e”, “a”) e que formam um conjunto indissociável de significado. Se você separar as palavras ou mudar a ordem, o sentido original se perde.

  • Exemplos clássicos:
    • Guarda-chuva
    • Decreto-lei
    • Segunda-feira
    • Arco-íris
    • Mato-grossense

6.2. Espécies Botânicas e Zoológicas (Regra de Ouro!)

Este é o tópico preferido das bancas de português para concurso público. Guarde esta regra: nomes de plantas, flores, frutos e animais sempre levam hífen, mesmo que haja elementos de ligação no meio.

  • Exemplos Botânicos: Couve-flor, pimenta-do-reino, feijão-verde, erva-doce, vitória-régia.
  • Exemplos Zoológicos: Bem-te-vi, mico-leão-dourado, cobra-d’água, bicho-da-seda.

⚠️ Atenção: Se a palavra não se referir à espécie em si, mas for um uso genérico ou figurado fora do contexto biológico, a regra pode mudar, mas para fins de prova, foque na nomenclatura científica/popular de espécies.

📚 Este infográfico ajuda a fixar regras que geram muita confusão em concursos, reunindo exemplos clássicos de palavras que sempre usam hífen e outras que mudaram após o Acordo Ortográfico.


6.3. Palavras que perderam a noção de composição

Aqui está a “pegadinha” que separa os aprovados dos demais. Algumas palavras eram compostas, mas com o passar dos séculos, o falante passou a vê-las como uma coisa única. Nesses casos, o emprego do hífen foi abolido pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990.

Era assim (Antigo)Ficou assim (Atual)
Manda-chuvaMandachuva
Pára-quedasParaquedas
Pára-quedistaParaquedista
Pára-lamaParalama
Ponta-péPontapé
Gira-ssolGirassol (dobra o S)

💡 Dica de mestre: O verbo “parar” perdeu o acento agudo (para), e compostos com “para-” (no sentido de proteção/parar algo) geralmente perderam o hífen, exceto se a regra de prefixos se aplicar ou se houver tradição muito forte. O caso de paraquedas é o mais cobrado em gramática para concursos.


6.4. Adjetivos Pátrios Compostos

Quando indicamos a nacionalidade ou origem de forma composta, o hífen é obrigatório.

  • Exemplos: Luso-brasileiro, ítalo-americano, afro-descendente, nipo-japonês.

6.5. Compostos com “Mal” e “Bem”

O comportamento desses dois advérbios em palavras compostas costuma gerar dúvidas sobre as regras do hífen.

  • Com BEM: Geralmente exige hífen, pois o “Bem” não gosta de se misturar.
    • Bem-vindo, bem-estar, bem-amado, bem-sucedido.
    • Exceção: Algumas palavras aglutinadas como benfeitor ou benquerer.
  • Com MAL: Só exige hífen se a palavra seguinte começar por Vogal, H ou L. Se começar com consoante, junta tudo.
    • Mal-entendido, mal-habituado, mal-limpo.
    • Malcriado, maltratado, malvisto.

Resumo Visual para Memorização 🧠

  • Sentido Único (sem conectivo): Tem hífen (Ano-novo).
  • Bicho e Planta: Tem hífen (Bem-te-vi).
  • Perda de noção de conjunto: Não tem hífen (Mandachuva).
  • Nacionalidades: Tem hífen (Anglo-saxão).

7. Hífen em Locuções: O Grande Divisor de Águas

Uma locução é um conjunto de duas ou mais palavras que, juntas, exercem o papel de uma única classe gramatical (substantivo, adjetivo, advérbio, etc.). O segredo aqui é observar a presença de elementos de ligação (preposições, conjunções).

7.1. A Regra Geral: O Fim do Hífen

A regra atual é clara: não se usa mais o hífen em locuções substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuntivas. Se houver um “de”, um “a”, um “com” ou qualquer conectivo unindo os termos, o hífen deve ser abolido.

  • Dia a dia (antigamente tinha hífen, agora não tem mais).
  • Fim de semana (um erro comum em redes sociais, mas proibido em concursos).
  • Mão de obra (um dos termos mais cobrados pela FGV e Cebraspe).
  • Café com leite.
  • Pão de mel.
  • Sala de jantar.
  • Cão de guarda.

⚠️ Nota Importante: O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009, e essa simplificação visou tornar a escrita mais fluida, eliminando hifens que eram considerados desnecessários para a compreensão do termo.


7.2. As Exceções Consagradas (O “Pulo do Gato”)

Como toda regra na gramática para concursos tem seus “poréns”, aqui não seria diferente. Algumas locuções são tão antigas e possuem um sentido tão específico que o acordo decidiu manter o hífen. São as chamadas exceções consagradas.

Decore esta pequena lista, pois ela é o combustível das questões de nível difícil:

  1. Cor-de-rosa (Sempre com hífen).
  2. Arco-da-velha (Sentido de algo incrível ou absurdo).
  3. Mais-que-perfeito (Relativo ao tempo verbal).
  4. Pé-de-meia (No sentido de economias/dinheiro guardado).
  5. Água-de-colônia (Tipo de perfume).

7.3. Locuções vs. Espécies Botânicas e Zoológicas

Cuidado para não confundir! No item anterior (Parte 6), vimos que nomes de animais e plantas sempre levam hífen, mesmo que tenham elementos de ligação.

  • Pimenta-do-reino (Tem hífen porque é uma espécie botânica).
  • Mico-leão-dourado (Tem hífen porque é uma espécie zoológica).
  • Dente-de-leão (Tem hífen porque é uma planta).

Dica de prova: Se o termo designa um bicho ou uma planta, coloque o hífen. Se designa qualquer outra coisa (comida, objeto, situação), e tem um “de” no meio, tire o hífen.


Tabela Comparativa: Para não esquecer!

TermoCom ou Sem Hífen?Por quê?
Mão de obraSem hífenLocução com elemento de ligação.
Dia a diaSem hífenLocução com elemento de ligação.
Cor-de-rosaCom hífenExceção consagrada.
Bem-te-viCom hífenNome de animal (zoologia).
Pão de lóSem hífenLocução comum (culinária).
Copo-de-leiteCom hífenNome de planta (botânica).

7.4. Locuções Adverbiais e Prepositivas

As locuções que indicam tempo, modo ou lugar também perderam o hífen, exceto aquelas que já eram escritas juntas por tradição (como destarte).

  • Exemplos (Sem hífen): À vontade, de braços dados, de cima a baixo, frente a frente, passo a passo.

💡 Macetão do Concurseiro: Se você vir uma expressão com palavras repetidas como “dia a dia”, “passo a passo” ou “frente a frente”, nunca use o hífen no meio delas (a menos que sejam prefixos repetidos, o que é outra história).


8. Diferença entre Palavras Compostas, Locuções e Sequências Vocabulares

Muitos alunos confundem esses três conceitos, e as bancas examinadoras (especialmente a FGV e o Cebraspe) utilizam essa confusão para elaborar itens de “certo ou errado”. O segredo para dominar o emprego do hífen aqui é entender a hierarquia da união das palavras.

8.1. Palavras Compostas (Justaposição)

Ocorrem quando dois ou mais radicais se unem para formar uma unidade de sentido único. No português para concurso público, lembramos que essas palavras perdem sua individualidade para criar um novo conceito.

  • Exemplos: Guarda-chuva, arco-íris, decreto-lei.
  • Regra do Hífen: Geralmente possuem hífen, exceto quando a noção de composição se perdeu (como girassol ou paraquedas).

8.2. Locuções

As locuções são grupos de palavras que, embora funcionem como uma unidade (substantiva, adjetiva, etc.), mantêm sua estrutura sintática visível, geralmente ligadas por preposições.

  • Exemplos: Fim de semana, café com leite, pão de mel.
  • Regra do Hífen: Conforme vimos na Parte 7, não se usa hífen em locuções, salvo as exceções consagradas (cor-de-rosa, etc.).

8.3. Sequências ou Encadeamentos Vocabulares

Este é um ponto pouco explorado em gramáticas básicas, mas presente em editais de alto nível. O hífen é usado para unir palavras que mantêm sua autonomia, mas que, ocasionalmente, formam um conjunto para indicar um trajeto, uma relação ou uma parceria.

  • Ponte Rio-Niterói: Indica um trajeto/ligação.
  • Eixo Rio-São Paulo: Indica uma área de influência.
  • Relação professor-aluno: Indica um vínculo entre dois termos distintos.
  • Tratado Brasil-Portugal: Indica uma parceria diplomática.

💡 Dica de Prova: Note que em “Rio-Niterói”, o hífen não cria uma “nova palavra”, mas apenas “encadeia” dois nomes próprios. Isso é chamado de encadeamento vocabular.


9. Casos Especiais e Peculiaridades

Para fechar a teoria com chave de ouro, vamos analisar as “vilanias” da gramática para concursos. Estes são os casos que não seguem a lógica óbvia da regra de ouro.

9.1. O Advérbio “Bem” e “Mal”

Este tópico merece uma revisão profunda, pois o uso do hífen com esses advérbios depende de letras específicas.

  • Com BEM: É “teimoso”. Ele raramente se junta ao segundo elemento sem o hífen.
    • Usa hífen: Sempre que o segundo elemento começar com vogal ou consoante.
    • Exemplos: Bem-vindo, bem-aventurado, bem-estar, bem-sucedido, bem-falante.
    • Exceção: Quando o “bem” se aglutina em palavras muito antigas: benfeito, benfeitor, benquerer.
  • Com MAL: É mais “seletivo”.
    • Usa hífen: Somente quando o segundo elemento começar com Vogal, H ou L.
    • Exemplos: Mal-entendido, mal-habituado, mal-limpo.
    • Não usa hífen: Diante de outras consoantes (junta tudo).
    • Exemplos: Maltratado, malquisto, malcriado, malvisto.

9.2. Sufixos de Origem Tupi-Guarani (-açu, -guaçu, -mirim)

Embora as regras do hífen foquem muito em prefixos, existem sufixos que exigem o sinal. No hífen no novo acordo ortográfico, mantemos o hífen quando o primeiro elemento termina em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a separação tônica.

  • Exemplos: Capim-açu, amoré-guaçu, anajá-mirim.

9.3. Os Prefixos “Re-“, “Pre-” e “Pro-” (Átonos)

Diferente dos tônicos acentuados (Pré-, Pró-, Pós-), estes prefixos são átonos e, por regra, nunca aceitam hífen, mesmo diante de letras iguais.

  • Re: Reeleger, reescrever, reavaliar, reunir. (Sim, reeleger é sem hífen mesmo com dois ‘e’!).
  • Pre: Preestabelecer, preexistir.
  • Pro: Proativo, propor.

9.4. O Prefixo “Sub-” e a letra “R”

Reforçando um ponto crítico: o prefixo sub- é o único que “foge” da regra de ouro das consoantes quando encontra o R.

  • Sub + Região = Sub-região (Usa hífen).
  • Sub + Raça = Sub-raça (Usa hífen).

Tabela de Peculiaridades: Revisão Rápida

Prefixo/CasoRegra RápidaExemplo
BEMQuase sempre com hífenBem-estar
MALHífen com Vogal, H, LMal-educado
CO-Quase sempre sem hífenCooperar
RE-Sempre sem hífenReedição
SUB-Hífen com B, R, HSub-reitor

10. Dicas Práticas e Macetes para Concursos

Na hora da prova, o cansaço pode bater. Use estes macetes para simplificar o emprego do hífen e evitar erros por distração:

💡 O Macete dos Opostos e Iguais (Revisão)

  • Letras Iguais: Separe! (Hífen neles).
  • Letras Diferentes: Junte! (Sem hífen).
  • Vogal + Consoante (exceto R e S): Junte!
  • Consoante + Vogal: Junte!

💡 O “Casamento” do R e S

Se o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com R ou S, o hífen “foge” e a letra dobra:

  • Antissocial, Minissaia, Autorretrato.

💡 O Prefixo “H” é o Intocável

O H não aceita ninguém perto dele sem o hífen. Viu um “H” após o prefixo? Coloque o hífen sem medo (Extra-humano, Super-homem).

💡 O “Bem” é ciumento, o “Mal” é seletivo

  • O Bem quase sempre exige hífen (Bem-vindo).
  • O Mal só quer hífen se a próxima letra for Vogal, H ou L (Mal-educado). Se for outra consoante, ele se mistura (Maltratado).

💡 Tabela “Mate a Questão” (Antes vs. Depois)

Como o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009, veja o que mais mudou:

Como era (Antigo)Como é agora (Obrigatório)Por quê?
IdéiaIdeiaDitongos abertos em paroxítonas (sem acento).
Anti-socialAntissocialVogal + S (dobra o S).
MicroondasMicro-ondasVogais iguais se repelem.
Auto-escolaAutoescolaVogais diferentes se atraem.
Mão-de-obraMão de obraFim do hífen em locuções com conectivo.

Conclusão e Orientações de Estudo

Dominar o hífen no novo acordo ortográfico não é uma questão de decorar o dicionário inteiro, mas de entender a lógica de aproximação das letras e as poucas exceções consagradas.

Lembre-se: O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009, e as bancas adoram cobrar as palavras que “perderam” o hífen, como dia a dia e paraquedas, ou aquelas em que a consoante dobra, como minirreforma.

🚀 Próximos passos para a sua aprovação:

  1. Revise a Regra de Ouro: Pratique a análise visual (letra final do prefixo vs. inicial do radical).
  2. Atenção aos Prefixos Fixos: Memorize os “Sempre com hífen” (Ex, Vice, Pós, Pré, Pró, Recém, Além, Aquém, Sem).
  3. Cuidado com as Locuções: Não coloque hífen onde há preposição (de, a, com), exceto em nomes de animais e plantas.

Com foco e resolução de exercícios, o emprego do hífen deixará de ser um obstáculo para se tornar o seu ponto garantido na prova de português para concurso público.


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LUCAS

Engenheiro e Concurseiro

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Emprego do Hífen no Português para Concurso Público 2026

Seja muito bem-vindo a esta aula definitiva sobre o emprego do hífen, um dos temas mais recorrentes e, para muitos, desafiadores da gramática para concursos. Dominar as regras do hífen é um passo estratégico para quem busca a aprovação, pois este conteúdo é frequentemente utilizado pelas bancas como critério de desempate. Vale lembrar que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009, alterando significativamente o uso do hífen e exigindo atenção redobrada dos candidatos ao concurso público.

1. Introdução ao Emprego do Hífen

O hífen é um sinal gráfico (-) que exerce funções fundamentais na nossa escrita. Diferente do travessão, que é utilizado principalmente em diálogos e marcação de incisos, o hífen atua na estrutura das palavras e na organização do texto.

O que é o hífen?

Basicamente, o hífen é um elemento de ligação ou separação que atua em três frentes principais:

  1. Formação de palavras: Une prefixos a radicais (ex: anti-inflamatório) ou forma palavras compostas (ex: guarda-chuva).
  2. Ênclise e Mesóclise: Une pronomes átonos aos verbos (ex: vê-lo, amar-te-ia).
  3. Translineação: É o sinal que usamos para “quebrar” uma palavra no final da linha e continuá-la na linha seguinte.

Nesta aula, nosso foco total será no emprego do hífen na formação de palavras e compostos, pois é exatamente aqui que as questões de prova se concentram.

🎯 Importância do tema para concursos públicos

Por que as bancas amam o hífen? A resposta é simples: detalhes. Desde a implementação das novas normas, muitos candidatos ainda utilizam regras antigas ou confiam apenas no “ouvido”, o que é um erro fatal.

As bancas examinadoras, como FGV, Cebraspe (CESPE), FCC e Vunesp, exploram as mudanças trazidas pelo texto oficial para testar a atualização do candidato. O hífen no novo acordo ortográfico (termo popularmente usado para se referir às mudanças atuais) possui uma lógica sistêmica. Se você entender essa lógica, deixará de decorar centenas de palavras e passará a aplicar regras que servem para quase todos os casos.

A padronização necessária

A unificação ortográfica entre os países que falam português visou facilitar o intercâmbio cultural e jurídico. No Brasil, embora o texto seja de 1990, é fundamental reforçar que:

⚠️ Nota Importante: O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009. Após um período de transição, ele se tornou a única norma oficial e obrigatória para todos os documentos e provas de concursos desde 1º de janeiro de 2016.

Portanto, esqueça o que você aprendeu na escola antes desse período. Vamos construir agora um conhecimento sólido e atualizado, focado no que realmente cai na sua prova de português para concurso público.


 👉 Para mais aulas sobre PORTUGUÊS, confira nossa seção dedicada ao tema!


2. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990

Para mandar bem em qualquer concurso público, você precisa entender que as regras do hífen que utilizamos hoje não são “novas”, mas sim o resultado de um processo de unificação.

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009, tornando-se obrigatório e definitivo a partir de 2016. O grande objetivo desse tratado foi padronizar a grafia entre os países lusófonos (como Portugal, Angola e Moçambique), reduzindo as diferenças ortográficas.

O que você precisa saber para a prova:

  • Foco na Simplificação: O acordo buscou criar uma lógica mais clara para o uso do hífen, baseada no encontro de letras (vogais e consoantes).
  • Mudanças Significativas: O hífen no novo acordo ortográfico sofreu as maiores alterações na parte de prefixação e em algumas locuções.
  • Atualização Constante: As bancas cobram exatamente as mudanças. Se você estudar por gramáticas anteriores a 2009, correrá o risco de errar questões básicas sobre o emprego do hífen.

Em resumo: a norma atual busca evitar o uso excessivo do sinal, unindo as palavras sempre que os sons se “misturam” de forma natural, e mantendo o hífen apenas onde há uma barreira fonética ou visual clara.


3. A Regra de Ouro (Lógica Geral)

Para dominar o emprego do hífen sem precisar decorar listas infinitas de palavras, você precisa entender a “lógica do imã”. Como o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009, a regra foi simplificada para seguir um raciocínio fonético e visual muito claro.

A regra de ouro se resume a uma frase: Os opostos se atraem e os iguais se repelem.

🧲 O “Imã” do Hífen

Imagine que o prefixo e a palavra principal são polos de um imã. Se as letras que se encontram forem diferentes, elas se “atraem” e grudam (sem hífen). Se forem iguais, elas se “repelem” e precisam de um hífen para ficarem separadas.

1. Iguais se REPELEM (Com Hífen)

Sempre que o prefixo terminar com a mesma letra (vogal ou consoante) que inicia o segundo elemento, o uso do hífen é obrigatório.

  • Micro-ondas (o prefixo termina em ‘o’ e a palavra começa com ‘o’).
  • Anti-inflamatório (termina em ‘i’, começa com ‘i’).
  • Super-resistente (termina em ‘r’, começa com ‘r’).
  • Inter-relação (termina em ‘r’, começa com ‘r’).

2. Opostos se ATRAEM (Sem Hífen)

Se o prefixo terminar com uma letra diferente da que inicia o segundo elemento, eles se unem diretamente, sem espaço para o hífen. É aqui que muita gente se confunde na gramática para concursos, achando que a palavra “parece estranha”. Não confie no olho, confie na regra!

  • Autoajuda (termina em ‘o’, começa com ‘a’ -> diferentes, junta tudo).
  • Semianalfabeto (termina em ‘i’, começa com ‘a’ -> diferentes, junta tudo).
  • Supereconômico (termina em consoante ‘r’, começa com vogal ‘e’ -> diferentes, junta tudo).
  • Interescolar (termina em ‘r’, começa em ‘e’ -> diferentes, junta tudo).

💡 Dica de Prova: Esta regra é o coração do hífen no novo acordo ortográfico. Memorizar o conceito de “iguais se repelem e opostos se atraem” resolve cerca de 80% das questões de concurso público sobre este tema.

Tabela de Consulta Rápida: A Regra de Ouro

Encontro de LetrasAçãoExemplo
Vogal + Vogal IgualUsa HífenMicro-organismo
Vogal + Vogal DiferenteNão usa HífenExtraoficial
Consoante + Consoante IgualUsa HífenSub-bibliotecário
Consoante + VogalNão usa HífenHiperativo
Vogal + ConsoanteNão usa HífenSeminovo

👉 Para não errar mais o hífen em provas de concurso, observe a regra de ouro ilustrada abaixo: letras iguais pedem hífen; letras diferentes, não.


4. Regras Gerais do Emprego do Hífen

Nesta etapa, vamos além da “Regra de Ouro” e analisamos os comportamentos específicos de certas letras. Prepare o seu material de anotação, pois aqui estão os detalhes que as bancas adoram trocar.

4.1. Prefixo + Palavra iniciada por “H”

Esta é a regra mais simples e “soberana”: se o segundo elemento começa com a letra H, você sempre utiliza o hífen. O “H” é uma letra instável foneticamente, então o hífen serve como uma barreira protetora.

  • Exemplos: Anti-higiênico, Pré-história, Super-homem, Macro-história, Contra-habitual.

4.2. Prefixos que exigem hífen (Iguais se repelem)

Como vimos na regra de ouro, se as letras de encontro forem idênticas, usamos o hífen para separá-las. Isso vale tanto para vogais quanto para consoantes.

  • Vogais iguais: Micro-ondas, Anti-inflamatório, Contra-ataque, Arqui-inimigo.
  • Consoantes iguais: Inter-regional, Sub-bibliotecário, Super-resistente, Hiper-requintado.

4.3. Prefixos que NÃO exigem hífen (Opostos se atraem)

Se o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente, ou se termina em vogal e o segundo começa com consoante (que não seja R ou S), não há hífen.

  • Vogais diferentes: Autoescola, Extraoficial, Semianalfabeto, Infraestrutura.
  • Vogal + Consoante: Seminovo, Anteprojeto, Autopeça, Ultramoderno.
  • Consoante + Vogal: Hiperativo, Interescolar, Superamigo, Subaquático.

4.4. O caso especial do “R” e do “S”

Esta é a regra que mais gera “pegadinhas” em gramática para concursos. Preste muita atenção:

Se o prefixo terminar em vogal e a palavra seguinte começar com as consoantes R ou S, o hífen desaparece e a consoante deve ser duplicada (rr ou ss). Isso acontece para manter a pronúncia original da palavra.

  • Exemplos com R:
    • Anti + rábico = Antirrábico
    • Auto + retrato = Autorretrato
    • Ultra + rápido = Ultrarrápido
  • Exemplos com S:
    • Mini + saia = Minissaia
    • Anti + social = Antissocial
    • Ultra + som = Ultrassom

🚨 Cuidado: Se o prefixo terminar em consoante, você volta para a regra de ouro:

  • Super-rico (consoantes iguais: separa com hífen).
  • Inter-relação (consoantes iguais: separa com hífen).
  • Hiper-requintado (consoantes iguais: separa com hífen).

Tabela Resumo das Regras Gerais

Prefixo termina em…2º Elemento começa com…ProcedimentoExemplo
Qualquer letraHUsa HífenExtra-humano
VogalVogal IgualUsa HífenMicro-ônibus
VogalVogal DiferenteJunta tudoAutoajuda
VogalR ou SDobra R ou SMinirforma → Minirreforma
ConsoanteConsoante IgualUsa HífenSub-base
ConsoanteVogalJunta tudoSuperinteressante

A imagem a seguir apresenta um resumo esquematizado do uso do hífen conforme o Acordo Ortográfico, com situações, exemplos e alertas essenciais para quem estuda para concursos públicos.


5. Prefixos Específicos e Casos Obrigatórios

Existem certos prefixos que, independentemente da letra que inicia o segundo elemento, exigem o uso do hífen. Dominar esta lista é garantir pontos preciosos na sua prova de gramática para concursos.

5.1. Prefixos Tônicos e Acentuados: Pré-, Pró-, Pós-

Se o prefixo for tônico (tiver som forte) e vier acentuado, o emprego do hífen é obrigatório.

  • Exemplos: Pré-natal, Pré-escolar, Pró-reitor, Pró-europeu, Pós-graduação, Pós-auricular.

⚠️ Fique atento (Cai em prova!): Se o prefixo for átono (som fraco) e não tiver acento, ele se aglutina ao segundo elemento, seguindo as regras gerais de vogais e consoantes.

  • Prever, preestabelecer, preexistente.
  • Promover, proferir.
  • Pospor, posfácio.

5.2. Prefixos de “Estado” e Separação

Estes prefixos são considerados “unidades independentes” e, por isso, sempre exigem hífen, não importa qual seja a letra seguinte. É a regra mais fácil de memorizar!

PrefixoExemplo
Ex- (com sentido de estado anterior)Ex-prefeito, ex-mulher, ex-aluno
Sem-Sem-terra, sem-teto, sem-vergonha
Além-Além-mar, além-fronteiras
Aquém-Aquém-mar, aquém-fronteiras
Recém-Recém-nascido, recém-casado, recém-chegado
Vice-Vice-presidente, vice-rei, vice-campeão

5.3. Prefixos Especiais: Sub-, Circum- e Pan-

Aqui as bancas costumam armar as “pegadinhas” mais elaboradas sobre as regras do hífen.

O Prefixo Sub-

Além da regra do “H” (sub-humano ou subumano) e da regra das letras iguais (sub-bibliotecário), o prefixo sub- exige hífen diante da consoante R.

  • Com Hífen: Sub-base, sub-bloco, sub-regional, sub-raça.
  • Sem Hífen: Subentendido, subdiretor, subjacente.

Os Prefixos Circum- e Pan-

Estes dois prefixos exigem o emprego do hífen quando o segundo elemento começa com vogal, ou com as consoantes M ou N. Uma forma fácil de memorizar é pensar na palavra “VAMONOS” (Vogal, M, N).

  • Exemplos: Circum-escolar, circum-meridiano, pan-americano, pan-negritude.
  • Sem hífen (outras letras): Pansexual, circum-navegação (neste caso usa hífen pela regra do N).

5.4. O Prefixo Co- (A Exceção que confirma a regra)

Lembra que eu disse que “iguais se repelem”? O prefixo co- é a maior exceção a essa regra no hífen no novo acordo ortográfico. Ele geralmente se aglutina ao segundo elemento, mesmo que comece com a vogal “o”.

  • Regra geral do CO- (Sem hífen): Cooperar, coordenação, coobrigar, coabitar (note que o “h” de habitar desaparece aqui), coautor, coeducação.

🎯 Resumo para o seu caderno:

  1. Sempre com hífen: Ex, Sem, Além, Aquém, Recém, Vice.
  2. Tônicos com acento: Pré, Pró, Pós (com hífen).
  3. Sub: Hífen diante de B, R (e H).
  4. Circum/Pan: Hífen diante de Vogal, M, N.
  5. Co: Quase sempre sem hífen.

6. Emprego do Hífen em Palavras Compostas

As palavras compostas por justaposição são aquelas em que os elementos se unem para formar uma unidade de sentido nova, mas cada parte mantém sua autonomia sonora (diferente de planalto, que é aglutinação).

6.1. A Regra Geral da Unidade Semântica

O uso do hífen permanece em palavras que não têm elementos de ligação (como “de”, “e”, “a”) e que formam um conjunto indissociável de significado. Se você separar as palavras ou mudar a ordem, o sentido original se perde.

  • Exemplos clássicos:
    • Guarda-chuva
    • Decreto-lei
    • Segunda-feira
    • Arco-íris
    • Mato-grossense

6.2. Espécies Botânicas e Zoológicas (Regra de Ouro!)

Este é o tópico preferido das bancas de português para concurso público. Guarde esta regra: nomes de plantas, flores, frutos e animais sempre levam hífen, mesmo que haja elementos de ligação no meio.

  • Exemplos Botânicos: Couve-flor, pimenta-do-reino, feijão-verde, erva-doce, vitória-régia.
  • Exemplos Zoológicos: Bem-te-vi, mico-leão-dourado, cobra-d’água, bicho-da-seda.

⚠️ Atenção: Se a palavra não se referir à espécie em si, mas for um uso genérico ou figurado fora do contexto biológico, a regra pode mudar, mas para fins de prova, foque na nomenclatura científica/popular de espécies.

📚 Este infográfico ajuda a fixar regras que geram muita confusão em concursos, reunindo exemplos clássicos de palavras que sempre usam hífen e outras que mudaram após o Acordo Ortográfico.


6.3. Palavras que perderam a noção de composição

Aqui está a “pegadinha” que separa os aprovados dos demais. Algumas palavras eram compostas, mas com o passar dos séculos, o falante passou a vê-las como uma coisa única. Nesses casos, o emprego do hífen foi abolido pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990.

Era assim (Antigo)Ficou assim (Atual)
Manda-chuvaMandachuva
Pára-quedasParaquedas
Pára-quedistaParaquedista
Pára-lamaParalama
Ponta-péPontapé
Gira-ssolGirassol (dobra o S)

💡 Dica de mestre: O verbo “parar” perdeu o acento agudo (para), e compostos com “para-” (no sentido de proteção/parar algo) geralmente perderam o hífen, exceto se a regra de prefixos se aplicar ou se houver tradição muito forte. O caso de paraquedas é o mais cobrado em gramática para concursos.


6.4. Adjetivos Pátrios Compostos

Quando indicamos a nacionalidade ou origem de forma composta, o hífen é obrigatório.

  • Exemplos: Luso-brasileiro, ítalo-americano, afro-descendente, nipo-japonês.

6.5. Compostos com “Mal” e “Bem”

O comportamento desses dois advérbios em palavras compostas costuma gerar dúvidas sobre as regras do hífen.

  • Com BEM: Geralmente exige hífen, pois o “Bem” não gosta de se misturar.
    • Bem-vindo, bem-estar, bem-amado, bem-sucedido.
    • Exceção: Algumas palavras aglutinadas como benfeitor ou benquerer.
  • Com MAL: Só exige hífen se a palavra seguinte começar por Vogal, H ou L. Se começar com consoante, junta tudo.
    • Mal-entendido, mal-habituado, mal-limpo.
    • Malcriado, maltratado, malvisto.

Resumo Visual para Memorização 🧠

  • Sentido Único (sem conectivo): Tem hífen (Ano-novo).
  • Bicho e Planta: Tem hífen (Bem-te-vi).
  • Perda de noção de conjunto: Não tem hífen (Mandachuva).
  • Nacionalidades: Tem hífen (Anglo-saxão).

7. Hífen em Locuções: O Grande Divisor de Águas

Uma locução é um conjunto de duas ou mais palavras que, juntas, exercem o papel de uma única classe gramatical (substantivo, adjetivo, advérbio, etc.). O segredo aqui é observar a presença de elementos de ligação (preposições, conjunções).

7.1. A Regra Geral: O Fim do Hífen

A regra atual é clara: não se usa mais o hífen em locuções substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuntivas. Se houver um “de”, um “a”, um “com” ou qualquer conectivo unindo os termos, o hífen deve ser abolido.

  • Dia a dia (antigamente tinha hífen, agora não tem mais).
  • Fim de semana (um erro comum em redes sociais, mas proibido em concursos).
  • Mão de obra (um dos termos mais cobrados pela FGV e Cebraspe).
  • Café com leite.
  • Pão de mel.
  • Sala de jantar.
  • Cão de guarda.

⚠️ Nota Importante: O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009, e essa simplificação visou tornar a escrita mais fluida, eliminando hifens que eram considerados desnecessários para a compreensão do termo.


7.2. As Exceções Consagradas (O “Pulo do Gato”)

Como toda regra na gramática para concursos tem seus “poréns”, aqui não seria diferente. Algumas locuções são tão antigas e possuem um sentido tão específico que o acordo decidiu manter o hífen. São as chamadas exceções consagradas.

Decore esta pequena lista, pois ela é o combustível das questões de nível difícil:

  1. Cor-de-rosa (Sempre com hífen).
  2. Arco-da-velha (Sentido de algo incrível ou absurdo).
  3. Mais-que-perfeito (Relativo ao tempo verbal).
  4. Pé-de-meia (No sentido de economias/dinheiro guardado).
  5. Água-de-colônia (Tipo de perfume).

7.3. Locuções vs. Espécies Botânicas e Zoológicas

Cuidado para não confundir! No item anterior (Parte 6), vimos que nomes de animais e plantas sempre levam hífen, mesmo que tenham elementos de ligação.

  • Pimenta-do-reino (Tem hífen porque é uma espécie botânica).
  • Mico-leão-dourado (Tem hífen porque é uma espécie zoológica).
  • Dente-de-leão (Tem hífen porque é uma planta).

Dica de prova: Se o termo designa um bicho ou uma planta, coloque o hífen. Se designa qualquer outra coisa (comida, objeto, situação), e tem um “de” no meio, tire o hífen.


Tabela Comparativa: Para não esquecer!

TermoCom ou Sem Hífen?Por quê?
Mão de obraSem hífenLocução com elemento de ligação.
Dia a diaSem hífenLocução com elemento de ligação.
Cor-de-rosaCom hífenExceção consagrada.
Bem-te-viCom hífenNome de animal (zoologia).
Pão de lóSem hífenLocução comum (culinária).
Copo-de-leiteCom hífenNome de planta (botânica).

7.4. Locuções Adverbiais e Prepositivas

As locuções que indicam tempo, modo ou lugar também perderam o hífen, exceto aquelas que já eram escritas juntas por tradição (como destarte).

  • Exemplos (Sem hífen): À vontade, de braços dados, de cima a baixo, frente a frente, passo a passo.

💡 Macetão do Concurseiro: Se você vir uma expressão com palavras repetidas como “dia a dia”, “passo a passo” ou “frente a frente”, nunca use o hífen no meio delas (a menos que sejam prefixos repetidos, o que é outra história).


8. Diferença entre Palavras Compostas, Locuções e Sequências Vocabulares

Muitos alunos confundem esses três conceitos, e as bancas examinadoras (especialmente a FGV e o Cebraspe) utilizam essa confusão para elaborar itens de “certo ou errado”. O segredo para dominar o emprego do hífen aqui é entender a hierarquia da união das palavras.

8.1. Palavras Compostas (Justaposição)

Ocorrem quando dois ou mais radicais se unem para formar uma unidade de sentido único. No português para concurso público, lembramos que essas palavras perdem sua individualidade para criar um novo conceito.

  • Exemplos: Guarda-chuva, arco-íris, decreto-lei.
  • Regra do Hífen: Geralmente possuem hífen, exceto quando a noção de composição se perdeu (como girassol ou paraquedas).

8.2. Locuções

As locuções são grupos de palavras que, embora funcionem como uma unidade (substantiva, adjetiva, etc.), mantêm sua estrutura sintática visível, geralmente ligadas por preposições.

  • Exemplos: Fim de semana, café com leite, pão de mel.
  • Regra do Hífen: Conforme vimos na Parte 7, não se usa hífen em locuções, salvo as exceções consagradas (cor-de-rosa, etc.).

8.3. Sequências ou Encadeamentos Vocabulares

Este é um ponto pouco explorado em gramáticas básicas, mas presente em editais de alto nível. O hífen é usado para unir palavras que mantêm sua autonomia, mas que, ocasionalmente, formam um conjunto para indicar um trajeto, uma relação ou uma parceria.

  • Ponte Rio-Niterói: Indica um trajeto/ligação.
  • Eixo Rio-São Paulo: Indica uma área de influência.
  • Relação professor-aluno: Indica um vínculo entre dois termos distintos.
  • Tratado Brasil-Portugal: Indica uma parceria diplomática.

💡 Dica de Prova: Note que em “Rio-Niterói”, o hífen não cria uma “nova palavra”, mas apenas “encadeia” dois nomes próprios. Isso é chamado de encadeamento vocabular.


9. Casos Especiais e Peculiaridades

Para fechar a teoria com chave de ouro, vamos analisar as “vilanias” da gramática para concursos. Estes são os casos que não seguem a lógica óbvia da regra de ouro.

9.1. O Advérbio “Bem” e “Mal”

Este tópico merece uma revisão profunda, pois o uso do hífen com esses advérbios depende de letras específicas.

  • Com BEM: É “teimoso”. Ele raramente se junta ao segundo elemento sem o hífen.
    • Usa hífen: Sempre que o segundo elemento começar com vogal ou consoante.
    • Exemplos: Bem-vindo, bem-aventurado, bem-estar, bem-sucedido, bem-falante.
    • Exceção: Quando o “bem” se aglutina em palavras muito antigas: benfeito, benfeitor, benquerer.
  • Com MAL: É mais “seletivo”.
    • Usa hífen: Somente quando o segundo elemento começar com Vogal, H ou L.
    • Exemplos: Mal-entendido, mal-habituado, mal-limpo.
    • Não usa hífen: Diante de outras consoantes (junta tudo).
    • Exemplos: Maltratado, malquisto, malcriado, malvisto.

9.2. Sufixos de Origem Tupi-Guarani (-açu, -guaçu, -mirim)

Embora as regras do hífen foquem muito em prefixos, existem sufixos que exigem o sinal. No hífen no novo acordo ortográfico, mantemos o hífen quando o primeiro elemento termina em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a separação tônica.

  • Exemplos: Capim-açu, amoré-guaçu, anajá-mirim.

9.3. Os Prefixos “Re-“, “Pre-” e “Pro-” (Átonos)

Diferente dos tônicos acentuados (Pré-, Pró-, Pós-), estes prefixos são átonos e, por regra, nunca aceitam hífen, mesmo diante de letras iguais.

  • Re: Reeleger, reescrever, reavaliar, reunir. (Sim, reeleger é sem hífen mesmo com dois ‘e’!).
  • Pre: Preestabelecer, preexistir.
  • Pro: Proativo, propor.

9.4. O Prefixo “Sub-” e a letra “R”

Reforçando um ponto crítico: o prefixo sub- é o único que “foge” da regra de ouro das consoantes quando encontra o R.

  • Sub + Região = Sub-região (Usa hífen).
  • Sub + Raça = Sub-raça (Usa hífen).

Tabela de Peculiaridades: Revisão Rápida

Prefixo/CasoRegra RápidaExemplo
BEMQuase sempre com hífenBem-estar
MALHífen com Vogal, H, LMal-educado
CO-Quase sempre sem hífenCooperar
RE-Sempre sem hífenReedição
SUB-Hífen com B, R, HSub-reitor

10. Dicas Práticas e Macetes para Concursos

Na hora da prova, o cansaço pode bater. Use estes macetes para simplificar o emprego do hífen e evitar erros por distração:

💡 O Macete dos Opostos e Iguais (Revisão)

  • Letras Iguais: Separe! (Hífen neles).
  • Letras Diferentes: Junte! (Sem hífen).
  • Vogal + Consoante (exceto R e S): Junte!
  • Consoante + Vogal: Junte!

💡 O “Casamento” do R e S

Se o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com R ou S, o hífen “foge” e a letra dobra:

  • Antissocial, Minissaia, Autorretrato.

💡 O Prefixo “H” é o Intocável

O H não aceita ninguém perto dele sem o hífen. Viu um “H” após o prefixo? Coloque o hífen sem medo (Extra-humano, Super-homem).

💡 O “Bem” é ciumento, o “Mal” é seletivo

  • O Bem quase sempre exige hífen (Bem-vindo).
  • O Mal só quer hífen se a próxima letra for Vogal, H ou L (Mal-educado). Se for outra consoante, ele se mistura (Maltratado).

💡 Tabela “Mate a Questão” (Antes vs. Depois)

Como o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009, veja o que mais mudou:

Como era (Antigo)Como é agora (Obrigatório)Por quê?
IdéiaIdeiaDitongos abertos em paroxítonas (sem acento).
Anti-socialAntissocialVogal + S (dobra o S).
MicroondasMicro-ondasVogais iguais se repelem.
Auto-escolaAutoescolaVogais diferentes se atraem.
Mão-de-obraMão de obraFim do hífen em locuções com conectivo.

Conclusão e Orientações de Estudo

Dominar o hífen no novo acordo ortográfico não é uma questão de decorar o dicionário inteiro, mas de entender a lógica de aproximação das letras e as poucas exceções consagradas.

Lembre-se: O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 entrou em vigor no Brasil em 2009, e as bancas adoram cobrar as palavras que “perderam” o hífen, como dia a dia e paraquedas, ou aquelas em que a consoante dobra, como minirreforma.

🚀 Próximos passos para a sua aprovação:

  1. Revise a Regra de Ouro: Pratique a análise visual (letra final do prefixo vs. inicial do radical).
  2. Atenção aos Prefixos Fixos: Memorize os “Sempre com hífen” (Ex, Vice, Pós, Pré, Pró, Recém, Além, Aquém, Sem).
  3. Cuidado com as Locuções: Não coloque hífen onde há preposição (de, a, com), exceto em nomes de animais e plantas.

Com foco e resolução de exercícios, o emprego do hífen deixará de ser um obstáculo para se tornar o seu ponto garantido na prova de português para concurso público.


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LUCAS

Engenheiro e Concurseiro

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