Bem-vindo(a) a mais uma aula sobre pronomes para concursos públicos! 🚀 Se você acompanhou a a primeira aula onde estabelecemos as bases dos Pronomes pessoais, de tratamento, possessivos e demonstrativos, prepare-se para aprofundar ainda mais seus conhecimentos.
Esta aula é a continuação direta e o complemento essencial para fechar o ciclo de estudos de pronomes, capacitando você a gabaritar as questões mais complexas das bancas como Cesgranrio, FGV e Cebraspe. Vamos juntos desvendar os segredos dos pronomes relativos, indefinidos, interrogativos e, o mais cobrado de todos, a colocação pronominal! 🧠
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1.0 Pronomes Relativos (Que, Quem, Onde, O qual, Cujo)
Os pronomes relativos são aqueles que retomam um termo anterior (antecedente) e, ao mesmo tempo, introduzem uma oração subordinada adjetiva. Eles são cruciais para a coesão textual e figuram constantemente nas provas de concurso, especialmente em questões de sintaxe e relação entre orações. 📌
1.1 Pronome Relativo “Que”
É o pronome relativo mais versátil e pode substituir pessoas ou coisas. Pode ser precedido ou não de preposição.
Exemplo: * “O livro que li é excelente.” (Substitui “o livro”, sem preposição) * “A cidade a que me refiro é linda.” (Substitui “a cidade”, com preposição “a”)
💡 Dica: O “que” será pronome relativo se puder ser substituído por “o qual”, “a qual”, “os quais”, “as quais”.
1.2 Pronome Relativo “Quem”
Refere-se exclusivamente a pessoas e é sempre precedido de preposição.
Exemplo: * “O professor a quem me dirigi é muito didático.”
1.3 Pronome Relativo “Onde”
Indica lugar físico e pode ser substituído por “em que”.
Exemplo: * “A casa onde moro é antiga.”
⚠️ Pegadinha da Cesgranrio e CNU: O pronome “onde” só pode ser usado para se referir a lugar físico. Nunca o utilize para se referir a tempo, ideia abstrata ou situação. Para esses casos, use “em que” ou “no qual/na qual”.
- “A situação onde vivemos é complexa.” (Errado! O correto seria: “A situação em que vivemos é complexa.”)
Para não cair nas pegadinhas clássicas da Cesgranrio e do CNU, confira o esquema visual abaixo sobre o uso exclusivo do pronome “onde”.

1.4 Pronome Relativo “O qual” (e variações)
Substitui pessoas ou coisas e é usado para evitar ambiguidade ou quando o antecedente está distante. É sempre precedido de preposição quando a regência do verbo exigir.
Exemplo: * “O aluno de português, o qual se destacou, recebeu um prêmio.”
1.5 Pronome Relativo “Cujo” (e variações)
Indica posse e concorda em gênero e número com o substantivo que o sucede, nunca com o antecedente. É sempre acompanhado de preposição quando a regência do verbo exigir.
Exemplo: * “O autor cujas obras admiro estará na feira.” (Obras do autor)
⚠️ Regra de ouro do “Cujo”: Nunca, em hipótese alguma, use artigo depois de “cujo”! É um erro gravíssimo e campeão de cobrança em concursos. 🚫
- “O autor cujo o livro li…” (Errado!)
“O autor cujo livro li…” (Correto!)
2.0 Pronomes Indefinidos e Interrogativos (foco em interpretação de texto e semântica)
Dominar a semântica dos pronomes indefinidos e interrogativos é a chave para ir além da gramática e interpretar textos com máxima precisão. Descubra como essas palavras transformam o sentido das frases e potencialize sua leitura e escrita para exames e concursos.
2.1 Pronomes Indefinidos
Referem-se à terceira pessoa do discurso de forma vaga, imprecisa ou genérica. São muito importantes na interpretação de texto, pois podem indicar generalização, totalidade, parcialidade ou ausência.
Exemplos: * Alguém me chamou. (Pessoa indeterminada) * Tudo está pronto para a prova. (Totalidade) * Nenhum candidato desistiu. (Ausência)
💡 Foco em Semântica: Em questões de interpretação, a identificação de um pronome indefinido pode mudar completamente o sentido de uma frase ou parágrafo. Fique atento ao que ele realmente está “indefinindo”! 🧐
2.2 Pronomes Interrogativos
São usados para formular perguntas, diretas ou indiretas. São eles: que, quem, qual, quanto.
Exemplos: * Que matéria você mais gosta? (Pergunta direta) * Gostaria de saber quem passou no concurso. (Pergunta indireta)
3.0 Colocação Pronominal (O tema mais cobrado!)
A colocação pronominal estuda a posição dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, os, as, lhe, lhes) em relação ao verbo. É, sem dúvida, um dos tópicos mais recorrentes e decisivos em provas de Língua Portuguesa para concursos. Dominar as regras de próclise, mesóclise e ênclise é essencial para garantir a pontuação máxima! 🎯
3.1 Próclise (fatores de atração)
A próclise é a colocação do pronome oblíquo átono antes do verbo. Ela ocorre quando há uma “palavra atrativa” antes do verbo. Conheça os principais fatores de atração:
- Palavras Negativas: Não, nunca, ninguém, nada, jamais, etc.
- “Não se preocupe com a prova.”
- Advérbios: Sempre, aqui, hoje, talvez, muito, etc. (exceto advérbios de intensidade seguidos de vírgula)
- “Sempre me dediquei aos estudos.”
- Pronomes Relativos: Que, quem, onde, cujo, etc.
- “O livro que me emprestaram é ótimo.”
- Pronomes Indefinidos: Alguém, ninguém, tudo, nada, etc.
- “Alguém me ligou.”
- Conjunções Subordinativas: Que, se, embora, quando, conforme, etc.
- “Espero que o ajudem.”
- Em frases exclamativas ou interrogativas:
- “Quanto se arrependeu!”
- “Quem te contou isso?”
Memorizar as palavras atrativas é o segredo para gabaritar a maioria das questões. Veja as principais ocorrências sintetizadas abaixo.

3.2 Mesóclise (futuro do presente e do pretérito)
A mesóclise é a colocação do pronome oblíquo átono no meio do verbo. Ela é usada exclusivamente com verbos no futuro do presente e no futuro do pretérito, desde que não haja fator de atração para a próclise.
Exemplo: * “Ajudar-me-ei na próxima etapa.” (Futuro do presente) * “Se pudesse, ajudar-te-ia agora.” (Futuro do pretérito)
⚠️ Lembre-se: Se houver fator de atração, a próclise prevalece, mesmo com verbos no futuro. Ex: “Não me ajudarei na próxima etapa.” (Correto, “não” atrai o pronome).
3.3 Ênclise (início de frases, imperativo, gerúndio)
A ênclise é a colocação do pronome oblíquo átono depois do verbo. É a posição mais comum quando não há fator de atração para a próclise e o verbo não está no futuro do presente ou do pretérito.
- Início de frases: Nunca inicie uma frase com pronome oblíquo átono.
- “Disse-me a verdade.” (Correto)
- “Me disse a verdade.” (Errado!)
- Verbo no Imperativo Afirmativo:
- “Ajude-me a estudar.”
- Verbo no Gerúndio (sem preposição antes):
- “Estava preparando-se para a prova.”
- Verbo no Infinitivo Impessoal (sem preposição antes):
- “É preciso dedicar-se aos estudos.”
💡 Resumo para não errar: 1. Verifique se há fator de atração (próclise). 2. Se não houver, e o verbo estiver no futuro do presente ou do pretérito, use mesóclise. 3. Nos demais casos, use ênclise (especialmente no início de frases).
Está em dúvida sobre qual posição adotar? Siga este passo a passo simplificado para fixar de vez as três formas de colocação.

EXERCÍCIO RESOLVIDO
(FGV – Concurso Nacional Unificado – 2024) – Assinale a alternativa em que a colocação pronominal está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
a) Me disseram que a prova do concurso seria adiada para o próximo mês.
b) Quando trata-se de estudos para concurso, ele é sempre exemplar.
c) Far-se-ia uma proposta irrecusável se os diretores estivessem presentes.
d) Não o vi na aula de ontem à noite.
e) Se me falassem a verdade desde o início, eu teria acreditado.
Analisando as alternativas:
❌ a) Me disseram que a prova do concurso seria adiada para o próximo mês.
Análise: Esta alternativa está incorreta porque o pronome oblíquo átono “Me” foi colocado no início da frase. A norma-padrão da língua portuguesa proíbe terminantemente iniciar orações ou períodos com pronomes oblíquos átonos. Para corrigir, a banca exige o uso da ênclise: “Disseram-me que a prova…”.
❌ b) Quando trata-se de estudos para concurso, ele é sempre exemplar.
Análise: O erro aqui está no uso da ênclise (trata-se). A palavra “Quando” é uma conjunção subordinativa temporal e funciona como um termo atrativo obrigatório. Portanto, ela atrai magneticamente o pronome para antes do verbo, exigindo a próclise: “Quando se trata de estudos…”.
❌ c) Eles diriam-me a verdade se eu perguntasse de forma direta.
Análise: Esta alternativa está incorreta porque o verbo “diriam” está conjugado no futuro do pretérito. Pela norma culta, quando o verbo está nos tempos futuros (do presente ou do pretérito) e não há palavra atrativa antes dele, o uso da mesóclise é obrigatório. O correto seria: “Eles dir-me-iam a verdade…”.
✅ d) Não o vi na aula de ontem à noite.
Análise: Esta é a alternativa correta e sem ambiguidades. O advérbio de negação “Não” é uma palavra atrativa por excelência na gramática. Ele obriga o pronome oblíquo “o” a se posicionar antes do verbo “vi” (caso clássico de próclise obrigatória), tornando a construção perfeita.
❌ e) Se me falassem a verdade desde o início, eu teria acreditado.
Análise: Há um erro de estruturação nesta alternativa. Embora a conjunção “Se” exerça atração, a frase não pode começar com a sequência “pronome + verbo” logo de cara na escrita formal (início de período). Para que a próclise fosse aceita, deveria haver um sujeito expresso antes, como: “Se eles me falassem a verdade…”.
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Parabéns por chegar até aqui! 🎉 Com esta segunda aula, você concluiu um estudo aprofundado sobre os pronomes e a colocação pronominal, temas que são verdadeiros divisores de águas em concursos públicos.
Você agora domina os pronomes relativos, suas particularidades e as “pegadinhas” das bancas, além de ter compreendido a importância dos indefinidos e interrogativos na interpretação. E, claro, desvendou as complexidades da próclise, mesóclise e ênclise.
Lembre-se: a teoria é a base, mas a prática leva à perfeição. Resolva incansavelmente questões de provas anteriores, especialmente das bancas Cesgranrio, FGV e Cebraspe. Mantenha a disciplina, revise constantemente e confie no seu potencial. A sua aprovação está cada vez mais próxima! Avance com foco e determinação! 💪
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