Pronomes pessoais, de tratamento, possessivos e demonstrativos.

Olá, futuro servidor! 🚀 Prepare-se para desvendar um dos temas mais recorrentes e decisivos em concursos públicos: os pronomes. Você que almeja uma vaga no Banco do Brasil, uma boa nota no CNU ou em qualquer certame da área de Direito, dominar essa classe de palavras é fundamental para garantir pontos preciosos em Língua Portuguesa. Esteja pronto para transformar a gramática em sua aliada! 🧠

Nesta primeira aula, vamos construir uma base sólida, explorando os fundamentos dos pronomes e mergulhando nas particularidades dos pronomes pessoais, de tratamento, possessivos e demonstrativos. Abordaremos os pontos cruciais que as bancas como Cesgranrio, FGV e Cebraspe adoram cobrar, com foco total na sua aprovação. Chega de dúvidas! Vamos juntos gabaritar!

Começar a jornada rumo à aprovação exige foco e as ferramentas certas. Prepare seu ambiente e vamos aos estudos!

Estudo Estratégico.

1.0 O que são pronomes e o seu papel na coesão textual

Os pronomes são palavras que acompanham ou substituem substantivos, indicando as pessoas do discurso ou situando os seres no tempo e no espaço. Mais do que meros substitutos, eles desempenham um papel vital na coesão e coerência textual, evitando repetições desnecessárias e garantindo a fluidez da leitura. 📌

Em provas de concurso, a compreensão do uso dos pronomes é frequentemente testada em questões de interpretação de texto, reescrita de frases e gramática aplicada. Saber identificar a referência de um pronome (a quem ou ao que ele se refere) é um diferencial para não cair nas “pegadinhas” das bancas. ⚠️

Exemplo: “O candidato estudou muito. Ele estava preparado para a prova.” Nesse caso, o pronome “Ele” retoma “O candidato”, garantindo a coesão sem repetir o termo. Simples, não é? Mas as bancas complicam! Fique atento! 💡


👉Confira também a nossa seção de aulas. Lá você encontra tudo o que precisa para aprender com clareza e chegar cada vez mais perto da sua vaga.


2.0 Pronomes Pessoais (Caso Reto vs. Caso Oblíquo Átono e Tônico)

Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso e se dividem em caso reto e caso oblíquo. A distinção entre eles é um prato cheio para as bancas examinadoras! 🍽️

2.1 Pronomes Pessoais do Caso Reto

Funcionam como sujeito da oração. São eles: eu, tu, ele(a), nós, vós, eles(as).

Exemplo: * Eu estudei para o concurso. (Correto) * Para eu fazer a prova. (Correto, “eu” é sujeito de “fazer”)

⚠️ Pegadinha da banca: Nunca use pronome do caso reto precedido de preposição para indicar objeto. Ex: “Trouxeram um presente para eu.” (Errado! O correto seria “Trouxeram um presente para mim.”)

2.2 Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo

Funcionam como complemento verbal (objeto direto ou indireto) ou complemento nominal. Dividem-se em átonos e tônicos.

2.2.1 Pronomes Oblíquos Átonos

Não são precedidos de preposição e se ligam diretamente ao verbo. São eles: me, te, se, o, a, os, as, lhe, lhes.

Exemplo: * Ele me chamou. (Objeto Direto) * Entreguei-lhe o material. (Objeto Indireto)

💡 Dica de ouro: Os pronomes o, a, os, as funcionam como objeto direto. Já lhe, lhes funcionam como objeto indireto, substituindo termos com a preposição “a” ou “para”.

2.2.2 Pronomes Oblíquos Tônicos

São sempre precedidos de preposição. São eles: mim, ti, ele(a), nós, vós, eles(as), si.

Exemplo: * Ele trouxe o livro para mim. (Correto) * Para mim, estudar é essencial. (Correto, “mim” é objeto da preposição “para”)

⚠️ Atenção redobrada: Não confunda! “Para eu” só é correto quando “eu” for sujeito de um verbo no infinitivo. Ex: “Trouxeram o material para eu ler.” (Correto, “eu” é sujeito de “ler”).

Para não confundir mais a função de cada termo, veja este comparativo visual entre os pronomes sujeito e os pronomes complemento.

Sujeito ou Complemento?

3.0 Pronomes de Tratamento (tabelas e regras de concordância em 3ª pessoa)

Os pronomes de tratamento são formas de cortesia e respeito, muito cobrados em questões de redação oficial e concordância verbal em concursos como o do Banco do Brasil e CNU. Embora se refiram à segunda pessoa (com quem se fala), a concordância verbal e nominal deve ser feita na terceira pessoa. 📌

3.1 Principais Pronomes de Tratamento

Pronome de TratamentoUsoAbreviação
VocêTratamento familiar e informalV.
Senhor(a)Respeito, formalidadeSr.(a)
Vossa ExcelênciaAltas autoridades (Presidente, Ministros)V. Ex.ª
Vossa SenhoriaAutoridades em geral, pessoas de cerimôniaV. S.ª
Vossa SantidadePapaV. S.
Vossa EminênciaCardeaisV. Em.ª
Vossa MajestadeReis, ImperadoresV. M.
Vossa AltezaPríncipes, DuquesV. A.

3.2 Regras de Concordância

Sempre que usar um pronome de tratamento, o verbo e os demais termos da oração (adjetivos, outros pronomes) devem concordar com a terceira pessoa.

Exemplo: * Vossa Excelência decidiu a questão. (Correto, verbo na 3ª pessoa) * Vossa Senhoria está satisfeito com o resultado. (Correto, verbo e adjetivo na 3ª pessoa)

⚠️ Erro comum: “Vossa Excelência está preparado?” (Errado! O correto é “Vossa Excelência está preparado/preparada?” dependendo do gênero da pessoa a quem se refere, mas o verbo sempre na 3ª pessoa). Lembre-se: o pronome de tratamento se refere à pessoa, mas a concordância é com a forma de tratamento, que é um substantivo feminino (Excelência, Senhoria, etc.).


4.0 Pronomes Possessivos (casos de ambiguidade e o uso do artigo facultativo)

Os pronomes possessivos indicam posse em relação às pessoas do discurso. São eles: meu, minha, meus, minhas; teu, tua, teus, tuas; seu, sua, seus, suas; nosso, nossa, nossos, nossas; vosso, vossa, vossos, vossas.

4.1 Casos de Ambiguidade

O uso de “seu”, “sua”, “seus”, “suas” pode gerar ambiguidade, pois pode se referir tanto à 2ª pessoa (tu/vós) quanto à 3ª pessoa (ele/ela/eles/elas). As bancas adoram explorar isso em questões de reescrita e interpretação! 🧐

Exemplo: “João conversou com Pedro sobre sua promoção.” De quem é a promoção? De João ou de Pedro? Para evitar a ambiguidade, podemos reescrever: “João conversou com Pedro sobre a promoção dele.” (Se a promoção for de Pedro) “João conversou com Pedro sobre a própria promoção.” (Se a promoção for de João)

4.2 Uso do Artigo Facultativo

É facultativo o uso do artigo antes dos pronomes possessivos.

Exemplo: * Meu livro é novo. (Correto) * O meu livro é novo. (Correto)

💡 Importante: Embora facultativo, em alguns contextos, o artigo pode ser usado para dar ênfase ou para evitar ambiguidade. Em provas, observe o contexto da frase. 📌


5.0 Pronomes Demonstrativos (uso espacial, temporal e, principalmente, cognitivo/textual)

Os pronomes demonstrativos situam os seres no espaço, no tempo e, crucialmente para concursos, no próprio texto. São eles: este(s), esta(s), isto; esse(s), essa(s), isso; aquele(s), aquela(s), aquilo.

5.1 Uso Espacial

  • Este(s), esta(s), isto: Indicam algo próximo da pessoa que fala. Ex: Esta caneta que está em minha mão é azul.
  • Esse(s), essa(s), isso: Indicam algo próximo da pessoa com quem se fala. Ex: Essa caneta que está em sua mão é vermelha.
  • Aquele(s), aquela(s), aquilo: Indicam algo distante de ambas as pessoas. Ex: Aquela caneta sobre a mesa é preta.

5.2 Uso Temporal

  • Este(s), esta(s), isto: Indicam tempo presente ou futuro próximo. Ex: Neste ano, teremos muitos concursos. (Este mês será decisivo.)
  • Esse(s), essa(s), isso: Indicam tempo passado próximo ou futuro não tão próximo. Ex: Nesse mês passado, estudei muito. (Em 2025, esse ano será de grandes mudanças.)
  • Aquele(s), aquela(s), aquilo: Indicam tempo passado distante. Ex: Em 1990, aquele ano foi marcante.

5.3 Uso Cognitivo/Textual (O MAIS COBRADO EM CONCURSOS!)

Esta é a parte que exige mais atenção, pois as bancas exploram a capacidade do candidato de entender a coesão textual.

  • Este(s), esta(s), isto: Usados para se referir a algo que será mencionado (catáfora) ou a algo que está muito próximo no texto (o que acabou de ser dito, mas com foco no que virá).
  • Catáfora (o que virá): “Preste atenção nisto: a disciplina é fundamental.”
  • Referência ao presente/próximo: “A prova de português foi difícil. Esta exigiu muito dos candidatos.” (Referindo-se à prova que acabou de ser mencionada, mas com foco no que está sendo dito agora sobre ela).
  • Esse(s), essa(s), isso: Usados para se referir a algo que já foi mencionado (anáfora) ou a algo que está em um passado textual próximo.
  • Anáfora (o que já foi dito): “A disciplina é fundamental. Isso garante a aprovação.”
  • Referência ao passado próximo: “Estudei a noite toda. Essa dedicação será recompensada.” (Referindo-se à dedicação que já ocorreu).

💡 Diferença definitiva para concursos: * Este/Isto: Aponta para o que virá no texto ou para o presente textual. (Catáfora) * Esse/Isso: Aponta para o que já foi dito no texto ou para um passado próximo textual. (Anáfora)

⚠️ Cuidado: As bancas frequentemente trocam “este” por “esse” para alterar o sentido ou a correção gramatical da frase. Fique atento à referência que o pronome está fazendo no texto! 🧐

A coesão textual é o segredo das grandes notas. Memorize o posicionamento dos demonstrativos com este guia rápido.

Este, Esse e Aquele.

EXERCÍCIO RESOLVIDO

(CESGRANRIO – Adaptada) – Assinale a alternativa em que o pronome destacado está empregado corretamente, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

A) Entre eu e meus colegas, ficou decidido o novo horário.
B) O supervisor trouxe os relatórios para mim revisar antes da reunião.
C) A diretora pediu para eu apresentar o projeto aos clientes.
D) Não houve desentendimentos entre eu e ela durante o trabalho.
E) Os documentos foram encaminhados para mim assinar imediatamente.

Comentário das alternativas

(A) Incorreta.
Após a preposição “entre”, devem ser usados pronomes oblíquos tônicos. O correto seria: “Entre mim e meus colegas”.

(B) Incorreta.
O verbo “revisar” está no infinitivo e exige sujeito. Como “mim” não pode exercer função de sujeito, o correto seria “para eu revisar”.

(C) Correta.
O pronome “eu” funciona como sujeito do verbo no infinitivo “apresentar”. Nessa estrutura, o uso está de acordo com a norma-padrão.

(D) Incorreta.
Depois da preposição “entre”, o correto é usar “mim”. A frase adequada seria: “entre mim e ela”.

(E) Incorreta.
O pronome “mim” não pode ser sujeito do verbo “assinar”. O correto seria: “para eu assinar”.

Gabarito: C


👉Gostou dos exercícios resolvidos? Deixe nos comentários sua opinião e como podemos melhorar ainda mais esse conteúdo. 

👉Continue estudando com mais exercícios resolvidos sobre PRONOMES e explore nossa sessão de exercícios resolvidos completa para aprender cada vez mais.


Parabéns! Você acaba de dar um passo gigantesco no domínio dos pronomes para concursos públicos. Nesta aula, desvendamos os pronomes pessoais, de tratamento, possessivos e demonstrativos, focando nas armadilhas e nos pontos mais cobrados pelas bancas. Lembre-se: a aprovação é construída com dedicação e estratégia. Continue praticando, resolvendo muitas questões e revisando os pontos-chave. A sua vaga está esperando por você! 🏆


👉Se quiser ir além nos estudos, acesse nosso banco de questões e pratique à vontade. Quanto mais você treinar, mais preparado estará para a prova.

LUCAS

Engenheiro e Concurseiro

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Olá, futuro servidor! 🚀 Prepare-se para desvendar um dos temas mais recorrentes e decisivos em concursos públicos: os pronomes. Você que almeja uma vaga no Banco do Brasil, uma boa nota no CNU ou em qualquer certame da área de Direito, dominar essa classe de palavras é fundamental para garantir pontos preciosos em Língua Portuguesa. Esteja pronto para transformar a gramática em sua aliada! 🧠

Nesta primeira aula, vamos construir uma base sólida, explorando os fundamentos dos pronomes e mergulhando nas particularidades dos pronomes pessoais, de tratamento, possessivos e demonstrativos. Abordaremos os pontos cruciais que as bancas como Cesgranrio, FGV e Cebraspe adoram cobrar, com foco total na sua aprovação. Chega de dúvidas! Vamos juntos gabaritar!

Começar a jornada rumo à aprovação exige foco e as ferramentas certas. Prepare seu ambiente e vamos aos estudos!

Estudo Estratégico.

1.0 O que são pronomes e o seu papel na coesão textual

Os pronomes são palavras que acompanham ou substituem substantivos, indicando as pessoas do discurso ou situando os seres no tempo e no espaço. Mais do que meros substitutos, eles desempenham um papel vital na coesão e coerência textual, evitando repetições desnecessárias e garantindo a fluidez da leitura. 📌

Em provas de concurso, a compreensão do uso dos pronomes é frequentemente testada em questões de interpretação de texto, reescrita de frases e gramática aplicada. Saber identificar a referência de um pronome (a quem ou ao que ele se refere) é um diferencial para não cair nas “pegadinhas” das bancas. ⚠️

Exemplo: “O candidato estudou muito. Ele estava preparado para a prova.” Nesse caso, o pronome “Ele” retoma “O candidato”, garantindo a coesão sem repetir o termo. Simples, não é? Mas as bancas complicam! Fique atento! 💡


👉Confira também a nossa seção de aulas. Lá você encontra tudo o que precisa para aprender com clareza e chegar cada vez mais perto da sua vaga.


2.0 Pronomes Pessoais (Caso Reto vs. Caso Oblíquo Átono e Tônico)

Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso e se dividem em caso reto e caso oblíquo. A distinção entre eles é um prato cheio para as bancas examinadoras! 🍽️

2.1 Pronomes Pessoais do Caso Reto

Funcionam como sujeito da oração. São eles: eu, tu, ele(a), nós, vós, eles(as).

Exemplo: * Eu estudei para o concurso. (Correto) * Para eu fazer a prova. (Correto, “eu” é sujeito de “fazer”)

⚠️ Pegadinha da banca: Nunca use pronome do caso reto precedido de preposição para indicar objeto. Ex: “Trouxeram um presente para eu.” (Errado! O correto seria “Trouxeram um presente para mim.”)

2.2 Pronomes Pessoais do Caso Oblíquo

Funcionam como complemento verbal (objeto direto ou indireto) ou complemento nominal. Dividem-se em átonos e tônicos.

2.2.1 Pronomes Oblíquos Átonos

Não são precedidos de preposição e se ligam diretamente ao verbo. São eles: me, te, se, o, a, os, as, lhe, lhes.

Exemplo: * Ele me chamou. (Objeto Direto) * Entreguei-lhe o material. (Objeto Indireto)

💡 Dica de ouro: Os pronomes o, a, os, as funcionam como objeto direto. Já lhe, lhes funcionam como objeto indireto, substituindo termos com a preposição “a” ou “para”.

2.2.2 Pronomes Oblíquos Tônicos

São sempre precedidos de preposição. São eles: mim, ti, ele(a), nós, vós, eles(as), si.

Exemplo: * Ele trouxe o livro para mim. (Correto) * Para mim, estudar é essencial. (Correto, “mim” é objeto da preposição “para”)

⚠️ Atenção redobrada: Não confunda! “Para eu” só é correto quando “eu” for sujeito de um verbo no infinitivo. Ex: “Trouxeram o material para eu ler.” (Correto, “eu” é sujeito de “ler”).

Para não confundir mais a função de cada termo, veja este comparativo visual entre os pronomes sujeito e os pronomes complemento.

Sujeito ou Complemento?

3.0 Pronomes de Tratamento (tabelas e regras de concordância em 3ª pessoa)

Os pronomes de tratamento são formas de cortesia e respeito, muito cobrados em questões de redação oficial e concordância verbal em concursos como o do Banco do Brasil e CNU. Embora se refiram à segunda pessoa (com quem se fala), a concordância verbal e nominal deve ser feita na terceira pessoa. 📌

3.1 Principais Pronomes de Tratamento

Pronome de TratamentoUsoAbreviação
VocêTratamento familiar e informalV.
Senhor(a)Respeito, formalidadeSr.(a)
Vossa ExcelênciaAltas autoridades (Presidente, Ministros)V. Ex.ª
Vossa SenhoriaAutoridades em geral, pessoas de cerimôniaV. S.ª
Vossa SantidadePapaV. S.
Vossa EminênciaCardeaisV. Em.ª
Vossa MajestadeReis, ImperadoresV. M.
Vossa AltezaPríncipes, DuquesV. A.

3.2 Regras de Concordância

Sempre que usar um pronome de tratamento, o verbo e os demais termos da oração (adjetivos, outros pronomes) devem concordar com a terceira pessoa.

Exemplo: * Vossa Excelência decidiu a questão. (Correto, verbo na 3ª pessoa) * Vossa Senhoria está satisfeito com o resultado. (Correto, verbo e adjetivo na 3ª pessoa)

⚠️ Erro comum: “Vossa Excelência está preparado?” (Errado! O correto é “Vossa Excelência está preparado/preparada?” dependendo do gênero da pessoa a quem se refere, mas o verbo sempre na 3ª pessoa). Lembre-se: o pronome de tratamento se refere à pessoa, mas a concordância é com a forma de tratamento, que é um substantivo feminino (Excelência, Senhoria, etc.).


4.0 Pronomes Possessivos (casos de ambiguidade e o uso do artigo facultativo)

Os pronomes possessivos indicam posse em relação às pessoas do discurso. São eles: meu, minha, meus, minhas; teu, tua, teus, tuas; seu, sua, seus, suas; nosso, nossa, nossos, nossas; vosso, vossa, vossos, vossas.

4.1 Casos de Ambiguidade

O uso de “seu”, “sua”, “seus”, “suas” pode gerar ambiguidade, pois pode se referir tanto à 2ª pessoa (tu/vós) quanto à 3ª pessoa (ele/ela/eles/elas). As bancas adoram explorar isso em questões de reescrita e interpretação! 🧐

Exemplo: “João conversou com Pedro sobre sua promoção.” De quem é a promoção? De João ou de Pedro? Para evitar a ambiguidade, podemos reescrever: “João conversou com Pedro sobre a promoção dele.” (Se a promoção for de Pedro) “João conversou com Pedro sobre a própria promoção.” (Se a promoção for de João)

4.2 Uso do Artigo Facultativo

É facultativo o uso do artigo antes dos pronomes possessivos.

Exemplo: * Meu livro é novo. (Correto) * O meu livro é novo. (Correto)

💡 Importante: Embora facultativo, em alguns contextos, o artigo pode ser usado para dar ênfase ou para evitar ambiguidade. Em provas, observe o contexto da frase. 📌


5.0 Pronomes Demonstrativos (uso espacial, temporal e, principalmente, cognitivo/textual)

Os pronomes demonstrativos situam os seres no espaço, no tempo e, crucialmente para concursos, no próprio texto. São eles: este(s), esta(s), isto; esse(s), essa(s), isso; aquele(s), aquela(s), aquilo.

5.1 Uso Espacial

  • Este(s), esta(s), isto: Indicam algo próximo da pessoa que fala. Ex: Esta caneta que está em minha mão é azul.
  • Esse(s), essa(s), isso: Indicam algo próximo da pessoa com quem se fala. Ex: Essa caneta que está em sua mão é vermelha.
  • Aquele(s), aquela(s), aquilo: Indicam algo distante de ambas as pessoas. Ex: Aquela caneta sobre a mesa é preta.

5.2 Uso Temporal

  • Este(s), esta(s), isto: Indicam tempo presente ou futuro próximo. Ex: Neste ano, teremos muitos concursos. (Este mês será decisivo.)
  • Esse(s), essa(s), isso: Indicam tempo passado próximo ou futuro não tão próximo. Ex: Nesse mês passado, estudei muito. (Em 2025, esse ano será de grandes mudanças.)
  • Aquele(s), aquela(s), aquilo: Indicam tempo passado distante. Ex: Em 1990, aquele ano foi marcante.

5.3 Uso Cognitivo/Textual (O MAIS COBRADO EM CONCURSOS!)

Esta é a parte que exige mais atenção, pois as bancas exploram a capacidade do candidato de entender a coesão textual.

  • Este(s), esta(s), isto: Usados para se referir a algo que será mencionado (catáfora) ou a algo que está muito próximo no texto (o que acabou de ser dito, mas com foco no que virá).
  • Catáfora (o que virá): “Preste atenção nisto: a disciplina é fundamental.”
  • Referência ao presente/próximo: “A prova de português foi difícil. Esta exigiu muito dos candidatos.” (Referindo-se à prova que acabou de ser mencionada, mas com foco no que está sendo dito agora sobre ela).
  • Esse(s), essa(s), isso: Usados para se referir a algo que já foi mencionado (anáfora) ou a algo que está em um passado textual próximo.
  • Anáfora (o que já foi dito): “A disciplina é fundamental. Isso garante a aprovação.”
  • Referência ao passado próximo: “Estudei a noite toda. Essa dedicação será recompensada.” (Referindo-se à dedicação que já ocorreu).

💡 Diferença definitiva para concursos: * Este/Isto: Aponta para o que virá no texto ou para o presente textual. (Catáfora) * Esse/Isso: Aponta para o que já foi dito no texto ou para um passado próximo textual. (Anáfora)

⚠️ Cuidado: As bancas frequentemente trocam “este” por “esse” para alterar o sentido ou a correção gramatical da frase. Fique atento à referência que o pronome está fazendo no texto! 🧐

A coesão textual é o segredo das grandes notas. Memorize o posicionamento dos demonstrativos com este guia rápido.

Este, Esse e Aquele.

EXERCÍCIO RESOLVIDO

(CESGRANRIO – Adaptada) – Assinale a alternativa em que o pronome destacado está empregado corretamente, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

A) Entre eu e meus colegas, ficou decidido o novo horário.
B) O supervisor trouxe os relatórios para mim revisar antes da reunião.
C) A diretora pediu para eu apresentar o projeto aos clientes.
D) Não houve desentendimentos entre eu e ela durante o trabalho.
E) Os documentos foram encaminhados para mim assinar imediatamente.

Comentário das alternativas

(A) Incorreta.
Após a preposição “entre”, devem ser usados pronomes oblíquos tônicos. O correto seria: “Entre mim e meus colegas”.

(B) Incorreta.
O verbo “revisar” está no infinitivo e exige sujeito. Como “mim” não pode exercer função de sujeito, o correto seria “para eu revisar”.

(C) Correta.
O pronome “eu” funciona como sujeito do verbo no infinitivo “apresentar”. Nessa estrutura, o uso está de acordo com a norma-padrão.

(D) Incorreta.
Depois da preposição “entre”, o correto é usar “mim”. A frase adequada seria: “entre mim e ela”.

(E) Incorreta.
O pronome “mim” não pode ser sujeito do verbo “assinar”. O correto seria: “para eu assinar”.

Gabarito: C


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👉Continue estudando com mais exercícios resolvidos sobre PRONOMES e explore nossa sessão de exercícios resolvidos completa para aprender cada vez mais.


Parabéns! Você acaba de dar um passo gigantesco no domínio dos pronomes para concursos públicos. Nesta aula, desvendamos os pronomes pessoais, de tratamento, possessivos e demonstrativos, focando nas armadilhas e nos pontos mais cobrados pelas bancas. Lembre-se: a aprovação é construída com dedicação e estratégia. Continue praticando, resolvendo muitas questões e revisando os pontos-chave. A sua vaga está esperando por você! 🏆


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