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Questões Resolvidas Concurso Caixa 2015 – Eng. Eletricista – Parte 2

Preparando-se para o concurso público da Caixa Econômica Federal? Você está no lugar certo! Nesta segunda parte da resolução da prova para engenheiro eletricista do concurso da Caixa de 2015, vamos resolver mais 4 exercícios passo a passo, com foco em engenharia elétrica.

Este material foi desenvolvido especificamente para candidatos que buscam aprovação em concursos públicos na área de engenharia elétrica, oferecendo uma preparação direcionada para o concurso da Caixa Econômica e demais seleções para engenheiro eletricista.

O que você encontrará neste guia:

  • Resolução detalhada de 4 questões específicas do concurso da Caixa para engenheiro eletricista
  • Explicações claras sobre conceitos fundamentais de engenharia elétrica
  • Técnicas e estratégias aplicáveis a diversos concursos públicos da área
  • Complemento ideal à primeira parte desta série de resoluções

Por que este material é essencial para sua preparação?

A prática com provas anteriores de engenheiro eletricista é fundamental para sua aprovação. Esta análise específica do concurso da Caixa oferece não apenas respostas, mas a metodologia de resolução que você pode aplicar em diversos concursos públicos da área de engenharia elétrica.

Dica importante: Utilize este material não apenas para o concurso da Caixa, mas como base para todos os demais concursos de engenheiro eletricista que estão por vir. Volte sempre que precisar rever algum conceito ou técnica específica.

Não viu a primeira parte? Acesse aqui para ver a resolução detalhada dos primeiros exercícios do concurso da Caixa para engenheiro eletricista e complete sua preparação!


QUESTÃO 20

Considere as perdas de um motor de indução trifásico desde a potência de entreferro até a potência mecânica resultante no eixo do motor.

Essas são compostas pela perda ôhmica do rotor e pelas perdas por atrito e ventilação, podendo desconsiderar as demais perdas.

O motor possui 6 polos e trabalha com frequência de 60Hz. Suponha, ainda, que o motor esteja acoplado a uma carga e que, nessa situação, o escorregamento seja de 2,5%, a potência de entreferro seja de 5.000 W, e as perdas por atrito e ventilação totalizem 312 W.

Nessa situação, qual o torque, em Nm, produzido no eixo do motor?

\( \text{A})\ \frac{93}{\pi} \)
\( \text{B})\ \frac{117}{\pi} \)
\( \text{C})\ \frac{120}{\pi} \)
\( \text{D})\ \frac{128}{\pi} \)
\( \text{E})\ \frac{136}{\pi} \)

RESOLUÇÃO:

Retirando os dados importantes do problema:

  • Polos: 6
  • Frequência: 60 Hz
  • Escorregamento s = 2,5% = 0,025
  • Potência do entreferro = Pag = 5000 W
  • Perdas Mecânicas (atrito + ventilação) = Pmec = 312 W

Como queremos determinar o torque no eixo do motor, devemos primeiro encontrar a potência útil no eixo e velocidade mecânica real do motor.

Para Calcular a potência mecânica no eixo usamos a potência no entreferro (Pag), pois ela se dividi em duas:

  • Potência ôhmica do rotor (perdas no rotor) (Pr)
  • Potência que é convertida em mecânica (Pconv)

Sabemos que:

\[ P_r = s \cdot P_{ag} \]
\[ P_r = 0,025 \cdot 5000 = 125 \text{ W} \]
\[ P_{\text{conv}} = (1 – s) \cdot P_{ag} \]
\[ P_{\text{conv}} = 0,975 \cdot 5000 = 4875 \text{ W} \]

Outra forma de encontrar o valor de Pconv é:

\[ P_{ag} = P_r + P_{\text{conv}} \rightarrow P_{\text{conv}} = P_{ag} – P_r \]
\[ P_{conv} = 5000 – 125 = 4875 \text{ W} \]

Para calcular a potência real dissipada no eixo do motor podemos utilizar a equação abaixo:

\[ P_{\text{eixo}} = P_{\text{conv}} – P_{\text{mec}} \]
\[ P_{\text{eixo}} = 4875 – 312 = 4563 \text{ W} \]

O próximo passo será calcular a velocidade real no eixo do rotor e para isso usaremos as seguintes formulas:

Velocidade síncrona:

\[ n_s = \frac{120 \cdot f}{\text{polos}} = \frac{120 \cdot 60}{6} = 1200 \text{ Rpm} \]

Velocidade real no eixo com o escorregamento igual a 2,5%

\[ n = n_s \cdot (1 – s) \]
\[ n = 1200 \cdot (1 – 0,025) = 1170 \text{ Rpm} \]

Convertendo esse valor para rad / s

\[ \omega = \frac{2\pi n}{60} = \frac{2\pi \cdot 1170}{60} = 39\pi \text{ rad/s} \]
E agora calculando o torque (\( \tau \))
\[ \tau = \frac{P_{\text{eixo}}}{\omega} = \frac{4563}{39\pi} = \frac{117}{\pi} \text{ Nm} \]

✅ Resposta Correta: Letra B.


QUESTÃO 21

Em uma instalação industrial, foi conectado um banco de capacitores com potência de 13,75 kVAr para compensação do fator de potência. Nessa situação, o fator de potência é de 0,96. Sendo a potência ativa total da instalação igual a 30 kW, qual era o fator de potência da instalação antes da conexão do banco de capacitores?

(A) 0,70
(B) 0,76
(C) 0,78
(D) 0,80
(E) 0,86

RESOLUÇÃO:

Dados do problema:

  • Potência ativa total da instalação: P = 30 kW
  • Potência reativa do banco de capacitores: Qbc = 13,75 kVAr
  • Após a conexão do banco de capacitores, o fator de potência vale:
    FPnovo = 0,96 

Pede-se:
O fator de potência antes da conexão do banco FPantigo = ?

Inicialmente vamos calcular a nova potência reativa (Qn) da instalação:

Reescrevendo a equação usando o \(\cos \phi\)
\[ Q_{\text{novo}} = P \cdot \frac{\sqrt{1 – \cos^2 \phi}}{\cos \phi} \]
\[ Q_{\text{novo}} = 30000 \cdot \frac{\sqrt{1 – 0,96^2}}{0,96} = 8,75 \text{ kVAr} \]

Agora vamos calcular a Potência Reativa antiga:

\[ Q_{\text{antigo}} = Q_{\text{novo}} + Q_{bc} \]
\[ Q_{\text{antigo}} = 8,75 + 13,75 = 22,5 \text{ kVAr} \]
Agora iremos calcular o FP antigo que é o \( \cos \phi_{\text{a}} \), para isso precisamos encontrar o valor da \( \tan \phi_{\text{a}} \):
\[ \text{tan } \phi_a = \frac{Q_{\text{antigo}}}{P} = \frac{22,5}{30} = 0,75 \]

Usando propriedades trigonométricas temos que:

\[ \cos \phi_a = \frac{1}{\sqrt{1 + \text{tan}^2 \phi_a}} \]
\[ \cos \phi_a = \frac{1}{\sqrt{1 + 0,75^2}} = 0,8 \]

✅ Resposta Correta: Letra D.


QUESTÃO 22

O iluminamento (ou iluminância) é uma das grandezas utilizadas em projetos de luminotécnica. Admitindo A como a área da superfície em m2, L a luminância em cd/m2, F o fluxo luminoso em lm e P a potência consumida pela fonte luminosa em W, qual a expressão do iluminamento E e qual a simbologia de sua unidade no Sistema Internacional?

RESOLUÇÃO

1. O que é iluminância (E)?

A iluminância (também chamada de iluminamento) mede quanto fluxo luminoso (F) incide sobre uma área (A).

👉 Portanto, sua definição física é:

\[ E = \frac{F}{A} \]

2. Unidades no Sistema Internacional

  • Fluxo luminoso (F) → medido em lúmen (lm)
  • Área (A) → medida em
  • Iluminância (E) → logo será:
\[ E = \frac{\text{lm}}{m^2} = \text{lux (lx)} \]

Então, lux (lx) é a unidade oficial da iluminância no SI.

🚫 O que a questão tenta confundir?

Ela introduz:

  • L → luminância (cd/m²)
  • F → fluxo luminoso (lm)
  • P → potência consumida (W)

E coloca alternativas usando essas grandezas para confundir o candidato.

Mas a pergunta é clara:

qual a expressão do iluminamento admitindo A como área e F como fluxo luminoso?

Então basta usar a definição fundamental da iluminância.

✅ Resposta Correta: Letra A.


QUESTÃO 23

Um transformador monofásico de 100 kVA, 1.500/500 V, 60 Hz deve alimentar uma carga de 300 kVA com tensão nominal de 2.000 V. Para tal, realiza-se a conexão do transformador como autotransformador, alimentado pelo lado de alta tensão, que passa a ser o enrolamento comum à fonte de alimentação e à carga. Desconsidere as perdas do transformador.

Qual é a potência aparente transmitida à carga através dos enrolamentos de alta tensão e de baixa tensão e qual é a potência nominal do autotransformador, em kVA?

RESOLUÇÃO:

Dados do enunciado

  • Transformador (isolado) de 100 kVA, tensões 1500 / 500 V (alta / baixa).
  • Frequência irrelevante (60 Hz) — desprezamos perdas.
  • Deseja alimentar uma carga de 300 kVA com tensão 2000 V.
  • O transformador é ligado em autotransformador, alimentado pelo lado de alta tensão (1500 V); esse enrolamento de alta torna-se enrolamento comum entre fonte e carga.
  • Note: 1500 V (fonte), 2000 V (carga) → o acréscimo necessário é 500 V, que corresponde ao enrolamento de baixa tensão do transformador (500 V). Ou seja: 1500 + 500 = 2000 V.

1) Corrente na carga

A corrente que circula na carga (reta) é

\[ I_{\text{carga}} = \frac{S_{\text{carga}}}{V_{\text{carga}}} = \frac{300 \text{ kVA}}{2000 \text{ V}} = 0,15 \text{ kA} = 150 \text{ A} \]

2) Potência aparente transmitida através do enrolamento de alta tensão

Esse enrolamento (1500 V) é o enrolamento comum (passa o valor de 1500 V × a corrente de carga):

\[ S_{HT} = V_{HT} \cdot I_{\text{carga}} \]
\[ S_{HT} = 1500 \text{ V} \cdot 150 \text{ A} = 225 \text{ kVA} \]

3) Potência aparente transmitida através do enrolamento de baixa tensão

A diferença de tensão que o enrolamento de baixa fornece é 500 V, com a mesma corrente de carga (150 A):

\[ S_{BT} = V_{BT} \cdot I_{\text{carga}} \]
\[ S_{BT} = 500 \text{ V} \cdot 150 \text{ A} = 75 \text{ kVA} \]

(Verificação rápida: 225 + 75 = 300 kVA — corresponde à potência total da carga)

4) Potência nominal do autotransformador

Precisamos achar a capacidade nominal do autotransformador (em kVA). Use a relação entre a capacidade nominal do transformador isolado e a corrente no enrolamento isolado:

O transformador isolado é 100 kVA com a baixa tensão de 500 V → a corrente nominal naquele enrolamento (quando considerado como isolado) é

\[ I_{tr} = \frac{S_{tr}}{V_{BT}} = \frac{100 \text{ kVA}}{500 \text{ V}} = 200 \text{ A} \]

Quando o conjunto opera como autotransformador a corrente que o enrolamento isolado pode suportar é 200 A; a tensão total disponível pelo autotransformador é 2000 V (tensão da carga). Assim a potência aparente nominal do autotransformador é

\[ S_{auto} = V_{\text{carga}} \cdot I_{tr} \]
\[ S_{auto} = 2000 \text{ V} \cdot 200 \text{ A} = 400 \text{ kVA} \]

(Interpretação: o enrolamento isolado de 100 kVA a 500 V, quando usado em autotransformador para fornecer 2000 V total, permite uma capacidade aparente global de 400 kVA.)

Resumo final (resposta)

  • Potência transmitida a carga através do enrolamento de alta tensão: 225 kVA.
  • Potência transmitida a carga através do enrolamento de baixa tensão: 75 kVA.
  • Potência nominal do autotransformador: 400 kVA.

✅ Resposta Correta: Letra E.

LUCAS

Escritor e Concurseiro

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O que você encontrará neste guia:

  • Resolução detalhada de 4 questões específicas do concurso da Caixa para engenheiro eletricista
  • Explicações claras sobre conceitos fundamentais de engenharia elétrica
  • Técnicas e estratégias aplicáveis a diversos concursos públicos da área
  • Complemento ideal à primeira parte desta série de resoluções

Por que este material é essencial para sua preparação?

A prática com provas anteriores de engenheiro eletricista é fundamental para sua aprovação. Esta análise específica do concurso da Caixa oferece não apenas respostas, mas a metodologia de resolução que você pode aplicar em diversos concursos públicos da área de engenharia elétrica.

Dica importante: Utilize este material não apenas para o concurso da Caixa, mas como base para todos os demais concursos de engenheiro eletricista que estão por vir. Volte sempre que precisar rever algum conceito ou técnica específica.

Não viu a primeira parte? Acesse aqui para ver a resolução detalhada dos primeiros exercícios do concurso da Caixa para engenheiro eletricista e complete sua preparação!


QUESTÃO 20

Considere as perdas de um motor de indução trifásico desde a potência de entreferro até a potência mecânica resultante no eixo do motor.

Essas são compostas pela perda ôhmica do rotor e pelas perdas por atrito e ventilação, podendo desconsiderar as demais perdas.

O motor possui 6 polos e trabalha com frequência de 60Hz. Suponha, ainda, que o motor esteja acoplado a uma carga e que, nessa situação, o escorregamento seja de 2,5%, a potência de entreferro seja de 5.000 W, e as perdas por atrito e ventilação totalizem 312 W.

Nessa situação, qual o torque, em Nm, produzido no eixo do motor?

\( \text{A})\ \frac{93}{\pi} \)
\( \text{B})\ \frac{117}{\pi} \)
\( \text{C})\ \frac{120}{\pi} \)
\( \text{D})\ \frac{128}{\pi} \)
\( \text{E})\ \frac{136}{\pi} \)

RESOLUÇÃO:

Retirando os dados importantes do problema:

  • Polos: 6
  • Frequência: 60 Hz
  • Escorregamento s = 2,5% = 0,025
  • Potência do entreferro = Pag = 5000 W
  • Perdas Mecânicas (atrito + ventilação) = Pmec = 312 W

Como queremos determinar o torque no eixo do motor, devemos primeiro encontrar a potência útil no eixo e velocidade mecânica real do motor.

Para Calcular a potência mecânica no eixo usamos a potência no entreferro (Pag), pois ela se dividi em duas:

  • Potência ôhmica do rotor (perdas no rotor) (Pr)
  • Potência que é convertida em mecânica (Pconv)

Sabemos que:

\[ P_r = s \cdot P_{ag} \]
\[ P_r = 0,025 \cdot 5000 = 125 \text{ W} \]
\[ P_{\text{conv}} = (1 – s) \cdot P_{ag} \]
\[ P_{\text{conv}} = 0,975 \cdot 5000 = 4875 \text{ W} \]

Outra forma de encontrar o valor de Pconv é:

\[ P_{ag} = P_r + P_{\text{conv}} \rightarrow P_{\text{conv}} = P_{ag} – P_r \]
\[ P_{conv} = 5000 – 125 = 4875 \text{ W} \]

Para calcular a potência real dissipada no eixo do motor podemos utilizar a equação abaixo:

\[ P_{\text{eixo}} = P_{\text{conv}} – P_{\text{mec}} \]
\[ P_{\text{eixo}} = 4875 – 312 = 4563 \text{ W} \]

O próximo passo será calcular a velocidade real no eixo do rotor e para isso usaremos as seguintes formulas:

Velocidade síncrona:

\[ n_s = \frac{120 \cdot f}{\text{polos}} = \frac{120 \cdot 60}{6} = 1200 \text{ Rpm} \]

Velocidade real no eixo com o escorregamento igual a 2,5%

\[ n = n_s \cdot (1 – s) \]
\[ n = 1200 \cdot (1 – 0,025) = 1170 \text{ Rpm} \]

Convertendo esse valor para rad / s

\[ \omega = \frac{2\pi n}{60} = \frac{2\pi \cdot 1170}{60} = 39\pi \text{ rad/s} \]
E agora calculando o torque (\( \tau \))
\[ \tau = \frac{P_{\text{eixo}}}{\omega} = \frac{4563}{39\pi} = \frac{117}{\pi} \text{ Nm} \]

✅ Resposta Correta: Letra B.


QUESTÃO 21

Em uma instalação industrial, foi conectado um banco de capacitores com potência de 13,75 kVAr para compensação do fator de potência. Nessa situação, o fator de potência é de 0,96. Sendo a potência ativa total da instalação igual a 30 kW, qual era o fator de potência da instalação antes da conexão do banco de capacitores?

(A) 0,70
(B) 0,76
(C) 0,78
(D) 0,80
(E) 0,86

RESOLUÇÃO:

Dados do problema:

  • Potência ativa total da instalação: P = 30 kW
  • Potência reativa do banco de capacitores: Qbc = 13,75 kVAr
  • Após a conexão do banco de capacitores, o fator de potência vale:
    FPnovo = 0,96 

Pede-se:
O fator de potência antes da conexão do banco FPantigo = ?

Inicialmente vamos calcular a nova potência reativa (Qn) da instalação:

Reescrevendo a equação usando o \(\cos \phi\)
\[ Q_{\text{novo}} = P \cdot \frac{\sqrt{1 – \cos^2 \phi}}{\cos \phi} \]
\[ Q_{\text{novo}} = 30000 \cdot \frac{\sqrt{1 – 0,96^2}}{0,96} = 8,75 \text{ kVAr} \]

Agora vamos calcular a Potência Reativa antiga:

\[ Q_{\text{antigo}} = Q_{\text{novo}} + Q_{bc} \]
\[ Q_{\text{antigo}} = 8,75 + 13,75 = 22,5 \text{ kVAr} \]
Agora iremos calcular o FP antigo que é o \( \cos \phi_{\text{a}} \), para isso precisamos encontrar o valor da \( \tan \phi_{\text{a}} \):
\[ \text{tan } \phi_a = \frac{Q_{\text{antigo}}}{P} = \frac{22,5}{30} = 0,75 \]

Usando propriedades trigonométricas temos que:

\[ \cos \phi_a = \frac{1}{\sqrt{1 + \text{tan}^2 \phi_a}} \]
\[ \cos \phi_a = \frac{1}{\sqrt{1 + 0,75^2}} = 0,8 \]

✅ Resposta Correta: Letra D.


QUESTÃO 22

O iluminamento (ou iluminância) é uma das grandezas utilizadas em projetos de luminotécnica. Admitindo A como a área da superfície em m2, L a luminância em cd/m2, F o fluxo luminoso em lm e P a potência consumida pela fonte luminosa em W, qual a expressão do iluminamento E e qual a simbologia de sua unidade no Sistema Internacional?

RESOLUÇÃO

1. O que é iluminância (E)?

A iluminância (também chamada de iluminamento) mede quanto fluxo luminoso (F) incide sobre uma área (A).

👉 Portanto, sua definição física é:

\[ E = \frac{F}{A} \]

2. Unidades no Sistema Internacional

  • Fluxo luminoso (F) → medido em lúmen (lm)
  • Área (A) → medida em
  • Iluminância (E) → logo será:
\[ E = \frac{\text{lm}}{m^2} = \text{lux (lx)} \]

Então, lux (lx) é a unidade oficial da iluminância no SI.

🚫 O que a questão tenta confundir?

Ela introduz:

  • L → luminância (cd/m²)
  • F → fluxo luminoso (lm)
  • P → potência consumida (W)

E coloca alternativas usando essas grandezas para confundir o candidato.

Mas a pergunta é clara:

qual a expressão do iluminamento admitindo A como área e F como fluxo luminoso?

Então basta usar a definição fundamental da iluminância.

✅ Resposta Correta: Letra A.


QUESTÃO 23

Um transformador monofásico de 100 kVA, 1.500/500 V, 60 Hz deve alimentar uma carga de 300 kVA com tensão nominal de 2.000 V. Para tal, realiza-se a conexão do transformador como autotransformador, alimentado pelo lado de alta tensão, que passa a ser o enrolamento comum à fonte de alimentação e à carga. Desconsidere as perdas do transformador.

Qual é a potência aparente transmitida à carga através dos enrolamentos de alta tensão e de baixa tensão e qual é a potência nominal do autotransformador, em kVA?

RESOLUÇÃO:

Dados do enunciado

  • Transformador (isolado) de 100 kVA, tensões 1500 / 500 V (alta / baixa).
  • Frequência irrelevante (60 Hz) — desprezamos perdas.
  • Deseja alimentar uma carga de 300 kVA com tensão 2000 V.
  • O transformador é ligado em autotransformador, alimentado pelo lado de alta tensão (1500 V); esse enrolamento de alta torna-se enrolamento comum entre fonte e carga.
  • Note: 1500 V (fonte), 2000 V (carga) → o acréscimo necessário é 500 V, que corresponde ao enrolamento de baixa tensão do transformador (500 V). Ou seja: 1500 + 500 = 2000 V.

1) Corrente na carga

A corrente que circula na carga (reta) é

\[ I_{\text{carga}} = \frac{S_{\text{carga}}}{V_{\text{carga}}} = \frac{300 \text{ kVA}}{2000 \text{ V}} = 0,15 \text{ kA} = 150 \text{ A} \]

2) Potência aparente transmitida através do enrolamento de alta tensão

Esse enrolamento (1500 V) é o enrolamento comum (passa o valor de 1500 V × a corrente de carga):

\[ S_{HT} = V_{HT} \cdot I_{\text{carga}} \]
\[ S_{HT} = 1500 \text{ V} \cdot 150 \text{ A} = 225 \text{ kVA} \]

3) Potência aparente transmitida através do enrolamento de baixa tensão

A diferença de tensão que o enrolamento de baixa fornece é 500 V, com a mesma corrente de carga (150 A):

\[ S_{BT} = V_{BT} \cdot I_{\text{carga}} \]
\[ S_{BT} = 500 \text{ V} \cdot 150 \text{ A} = 75 \text{ kVA} \]

(Verificação rápida: 225 + 75 = 300 kVA — corresponde à potência total da carga)

4) Potência nominal do autotransformador

Precisamos achar a capacidade nominal do autotransformador (em kVA). Use a relação entre a capacidade nominal do transformador isolado e a corrente no enrolamento isolado:

O transformador isolado é 100 kVA com a baixa tensão de 500 V → a corrente nominal naquele enrolamento (quando considerado como isolado) é

\[ I_{tr} = \frac{S_{tr}}{V_{BT}} = \frac{100 \text{ kVA}}{500 \text{ V}} = 200 \text{ A} \]

Quando o conjunto opera como autotransformador a corrente que o enrolamento isolado pode suportar é 200 A; a tensão total disponível pelo autotransformador é 2000 V (tensão da carga). Assim a potência aparente nominal do autotransformador é

\[ S_{auto} = V_{\text{carga}} \cdot I_{tr} \]
\[ S_{auto} = 2000 \text{ V} \cdot 200 \text{ A} = 400 \text{ kVA} \]

(Interpretação: o enrolamento isolado de 100 kVA a 500 V, quando usado em autotransformador para fornecer 2000 V total, permite uma capacidade aparente global de 400 kVA.)

Resumo final (resposta)

  • Potência transmitida a carga através do enrolamento de alta tensão: 225 kVA.
  • Potência transmitida a carga através do enrolamento de baixa tensão: 75 kVA.
  • Potência nominal do autotransformador: 400 kVA.

✅ Resposta Correta: Letra E.

LUCAS

Escritor e Concurseiro

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