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Exercícios Resolvidos de Pronomes: Pessoais, De Tratamento, Possessivos e Demonstrativos.

Dominar o uso dos pronomes é o segredo para garantir pontos cruciais nas provas mais concorridas do país. Reunimos neste material uma seleção exclusiva de exercícios resolvidos e comentados passo a passo, projetada sob medida para quem deseja acelerar a aprovação estudando de forma prática, direta e focada nos temas que as bancas examinadoras mais amam cobrar.

Se o seu objetivo é conquistar a estabilidade financeira através do Concurso do Banco do Brasil, no CNU ou em outras seleções de peso, este guia será o seu principal aliado.

Desvende os critérios de cobrança de gigantes como Cesgranrio, FGV, Cebraspe, VUNESP e IBFC, aprenda macetes valiosos para eliminar alternativas incorretas e domine a matéria de uma vez por todas.

um degrau por vez aprovação em concurso público

QUESTÃO 1

(Banca: IBFC – Nível: Fácil) – No trecho: ‘O homem que ama a natureza é mais feliz’, o termo destacado ‘que’ classifica-se morfologicamente como:

A) Conjunção integrante
B) Advérbio de intensidade
C) Pronome demonstrativo
D) Pronome relativo

Resolução:

• Em questões desse perfil, a estratégia mais eficiente é examinar cada alternativa com atenção, confrontando-as com a regra gramatical exigida pelo enunciado. Assim, eliminamos as opções incorretas até identificar a alternativa mais adequada. Vamos iniciar a análise item por item.

🔎 A — Conjunção integrante ❌ As conjunções integrantes (que, se) introduzem orações que funcionam como substantivo (sujeito, objeto direto etc.). Exemplo: “Eu sei que você virá.” — aqui o “que” não substitui nenhum termo anterior. Na questão, o “que” tem antecedente (“o homem”), o que descarta essa classificação.

🔎 B — Advérbio de intensidade ❌ O advérbio de intensidade “que” aparece em frases exclamativas ou em contextos de ênfase. Exemplo: Que bonito!” ou “Não imagina que cansado estou.” Não é o caso aqui, pois a frase não expressa intensidade.

🔎 C — Pronome demonstrativo ❌ O “que” nunca funciona como pronome demonstrativo. Os pronomes demonstrativos são: este, esse, aquele, isto, isso, aquilo (e variações). Essa alternativa não tem nenhuma aplicação gramatical real para o “que”.

🔎 D — Pronome relativo ✅ é aquele que substitui um termo anterior (chamado de antecedente) e ao mesmo tempo conecta duas orações. No trecho:

“O homem que ama a natureza é mais feliz”

O “que” está no lugar de “o homem” e liga duas orações:

  • Oração 1: “O homem é mais feliz”
  • Oração 2: “[o homem] ama a natureza”

Repare que você pode substituir o “que” por “o qual” e a frase continua fazendo sentido → “O homem o qual ama a natureza…” — isso é um teste clássico para identificar pronome relativo.

✅ Resposta correta: D — Pronome relativo


👉Se quiser ir além nos estudos, acesse nosso banco de questões e pratique à vontade. Quanto mais você treinar, mais preparado estará para a prova. 


QUESTÃO 2

(Banca: Quadrix – Nível: Médio) – Quanto ao uso dos pronomes demonstrativos, assinale a alternativa que atende à norma-padrão da língua portuguesa:

A) Pegue isto livro que está bem aí perto de você, por favor.
B) A inflação e o desemprego preocupam; esse por falta de vagas, aquela pela perda de poder de compra.
C) Não me venha com esse argumento que você usou ali na semana passada.
D) Em 2024 começará o novo projeto; espera-se que este ano traga bons frutos.

Resolução:

Vamos analisar esta questão passo a passo, identificando os elementos gramaticais que justificam a alternativa correta.

🔎 A. “Pegue isto livro que está bem aí perto de você, por favor.”

Errada. O pronome “isto” é uma forma invariável e nunca acompanha substantivo. Quando o pronome demonstrativo vem antes de um substantivo, é obrigatório usar as formas variáveis: este, esse ou aquele. Além disso, como o livro está perto do ouvinte (“aí perto de você”), o correto seria usar “esse”.

✅ Correto seria: “Pegue esse livro que está bem aí perto de você.”

🔎 B. “A inflação e o desemprego preocupam; esse por falta de vagas, aquela pela perda de poder de compra.”

Errada. Quando dois termos são citados e depois retomados, a norma-padrão estabelece que “este” retoma o último citado e “aquele” retoma o primeiro. Então o correto seria “este” para desemprego e “aquela” para inflação. A alternativa usa “esse” misturado com “aquela”, sendo internamente inconsistente.

✅ Correto seria: “…este por falta de vagas, aquela pela perda de poder de compra.”

🔎 C. “Não me venha com esse argumento que você usou ali na semana passada.”

Errada. O pronome “esse” indica proximidade com o ouvinte ou algo recente. Porém, a frase traz duas marcas claras de distância — de lugar (“ali”) e de tempo (“na semana passada”) — o que exige o uso de “aquele”, pronome que marca afastamento.

✅ Correto seria: “…com aquele argumento que você usou ali na semana passada.”

🔎 D. “Em 2024 começará o novo projeto; espera-se que este ano traga bons frutos.”

Correta. O pronome “este” retoma “2024”, que foi mencionado imediatamente antes. Essa é exatamente a função do pronome este: referir-se a algo próximo ou recém-mencionado no texto. Uso correto pela norma-padrão.

✅ Resposta correta: D 

⚠️ Ponto de atenção

A alternativa B tem uma sutileza: alguns gramáticos modernos aceitam “esse” como substituto de “este” na retomada do último termo, já que essa distinção vem se perdendo no português contemporâneo. Mas o erro da alternativa continua claro pela inconsistência interna — mistura duas lógicas diferentes ao mesmo tempo, o que nenhuma gramática aceita.


QUESTÃO 3

(Banca: FCC – Nível: Médio) – ‘O diretor convocou os funcionários e comunicou-lhes a decisão.’ No que diz respeito à colocação e emprego pronominal, o termo ‘comunicou-lhes’ está correto porque:

A) A conjunção ‘e’ atrai obrigatoriamente o pronome para antes do verbo, configurando próclise.
B) O correto seria utilizar ‘comunicou-os’, visto que funcionários é um objeto direto.
C) O pronome ‘lhes’ atua como objeto indireto, exigido pelo verbo comunicar (comunicar algo a alguém).
D) O pronome ‘lhes’ funciona como objeto direto da oração.

Resolução:

Vamos observar como a banca construiu as alternativas para testar o domínio do candidato sobre o conteúdo estudado.

🔎 A. “A conjunção ‘e’ atrai obrigatoriamente o pronome para antes do verbo, configurando próclise.”

Errada. A conjunção “e” não é um elemento atrativo de próclise. Na norma-padrão, os elementos que atraem o pronome para antes do verbo são: palavras negativas (não, nunca, jamais), pronomes relativos (que, quem), conjunções subordinativas (quando, se, porque), entre outros. A conjunção “e” é coordenativa aditiva e não exerce essa função. Por isso, a ênclise (comunicou-lhes) está correta nesse contexto.

🔎 B. “O correto seria utilizar ‘comunicou-os’, visto que funcionários é um objeto direto.”

Errada. Essa alternativa comete dois erros. Primeiro, confunde as funções sintáticas: na frase, “os funcionários” é objeto direto do verbo “convocou”, não do verbo “comunicou”. Segundo, o verbo “comunicar” nesse contexto pede a estrutura comunicar algo a alguém — ou seja, a pessoa que recebe a comunicação é objeto indireto, e o pronome correto para substituí-la é “lhes”, não “os”.

🔎 C. “O pronome ‘lhes’ atua como objeto indireto, exigido pelo verbo comunicar (comunicar algo a alguém).”

Correta. O verbo “comunicar” é bitransitivo, ou seja, exige dois complementos:

  • Objeto direto: a decisão (o quê foi comunicado)
  • Objeto indireto: lhes = a eles/aos funcionários (a quem foi comunicado)

O pronome “lhes” é exatamente o pronome oblíquo usado para substituir objetos indiretos referentes a pessoas. O uso está perfeito tanto na forma quanto na função.

🔎 D. “O pronome ‘lhes’ funciona como objeto direto da oração.”

Errada. O pronome “lhes” nunca funciona como objeto direto — essa é uma regra rígida da gramática normativa. Para objeto direto, usam-se os pronomes o, a, os, as. O “lhes” é exclusivamente usado como objeto indireto. Usar “lhes” como objeto direto é um dos erros mais cobrados em concurso justamente por ser uma confusão comum.

✅ Resposta correta: C

💡 Dica para a prova

Sempre que ver o verbo “comunicar”, pense na estrutura:

comunicar algo (OD) a alguém (OI)


QUESTÃO 4

(Banca: FGV – Nível: Médio) – Assinale a frase em que o pronome pessoal oblíquo átono possui valor possessivo equivalente a um pronome de posse.

A) Os alunos se retiraram da sala assim que o sinal tocou.
B) Não me restava qualquer outra alternativa senão aceitar as condições.
C) Entreguei-lhe os relatórios assim que cheguei ao escritório.
D) O vento forte beijou-lhe a face pálida durante a caminhada.

Resolução:

Mais do que decorar regras, exercícios desse tipo exigem compreensão do funcionamento da língua no contexto.

🔎 A. “Os alunos se retiraram da sala assim que o sinal tocou.”

Errada. O pronome “se” aqui tem valor reflexivo, indicando que os alunos praticaram a ação sobre si mesmos — eles mesmos se retiraram. Não há nenhuma ideia de posse envolvida. Esse é um uso clássico do “se” como partícula reflexiva.

🔎 B. “Não me restava qualquer outra alternativa senão aceitar as condições.”

Errada. O pronome “me” aqui funciona como objeto indireto do verbo “restar” — equivale a “não restava a mim”. Não expressa posse. A frase não diz que algo é meu, mas sim que algo restava para mim.

🔎 C. “Entreguei-lhe os relatórios assim que cheguei ao escritório.”

Errada. O pronome “lhe” aqui funciona como objeto indireto clássico — equivale a “entreguei a ele/ela os relatórios”. Indica o destinatário da ação, não uma relação de posse. Não há nenhum sentido possessivo na frase.

🔎 D. “O vento forte beijou-lhe a face pálida durante a caminhada.”

Correta. O pronome “lhe” aqui equivale a “sua” — a face pálida dele/dela. Perceba que a frase poderia ser reescrita como:

“O vento forte beijou sua face pálida durante a caminhada.”

Esse é exatamente o valor possessivo que a questão pede. Em português, é muito comum usar o pronome oblíquo no lugar do pronome possessivo quando a posse se refere a partes do corpo ou objetos pessoais. Essa construção é considerada até mais elegante na norma culta do que usar “sua”.

✅ Resposta correta: D

💡 Dica para a prova

O valor possessivo do pronome oblíquo aparece quase sempre com partes do corpo ou pertences pessoais. O teste é simples: tente substituir o pronome oblíquo por um possessivo (meu, seu, dele). Se a frase mantiver o mesmo sentido, o valor é possessivo.

Frase com oblíquoSubstituição possessiva
beijou-lhe a facebeijou sua face
entreguei-lhe os relatóriosentreguei seus relatórios ❌ (muda o sentido)

QUESTÃO 5

(Banca: Cebraspe – Nível: Difícil) – ‘Caso a testemunha se recuse a colaborar, o juiz intimar-la-á formalmente.’ Analisando a frase sob a ótica da norma-padrão para colocação pronominal, assinale a opção correta.

A) Há um erro na formação da mesóclise; a forma correta seria ‘intimá-la-á’, devido à alteração da terminação verbal antes do pronome.
B) A ênclise (‘intimar-á-la’) deveria ter sido empregada por se tratar de linguagem jurídica.
C) O correto seria usar a próclise (‘a intimará’), pois a palavra ‘juiz’ funciona como fator de atração.
D) A frase está perfeitamente correta, pois a mesóclise é obrigatória com verbos no futuro do presente.

Resolução:

Antes de marcar a resposta, precisamos verificar o comportamento gramatical presente em cada alternativa.

🔎 A. “Há um erro na formação da mesóclise; a forma correta seria ‘intimá-la-á’, devido à alteração da terminação verbal antes do pronome.”

Correta. Aqui está o ponto mais técnico da questão. Quando usamos a mesóclise com verbos no futuro do presente, ocorre uma alteração fonética obrigatória: o verbo perde a terminação “-r” final e recebe um acento agudo na vogal que fica exposta. Veja:

intimar + la + á intimar → intima (cai o -r) intimá (acento na vogal final) Resultado correto: intimá-la-á

A frase original escreveu “intimar-la-á”, mantendo o “-r” antes do pronome, o que fere a norma-padrão. Esse é um erro de formação da mesóclise, exatamente como a alternativa descreve.

🔎 B. “A ênclise (‘intimar-á-la’) deveria ter sido empregada por se tratar de linguagem jurídica.”

Errada. Dois erros aqui. Primeiro, não existe a forma “intimar-á-la” — colocar o pronome depois da desinência de futuro é uma construção inexistente na língua portuguesa. Segundo, a linguagem jurídica não é um fator gramatical que determina o tipo de colocação pronominal. A escolha entre próclise, ênclise e mesóclise segue regras gramaticais, não o contexto profissional do texto.

🔎 C. “O correto seria usar a próclise (‘a intimará’), pois a palavra ‘juiz’ funciona como fator de atração.”

Errada. Substantivos comuns como “juiz” não são fatores de atração pronominal. Os elementos que atraem o pronome para antes do verbo são específicos: palavras negativas, pronomes relativos, conjunções subordinativas, advérbios sem vírgula, entre outros. Um substantivo sujeito jamais exerce essa função. Além disso, vale lembrar que a oração principal não possui nenhum elemento atrativo, o que torna a mesóclise ou a ênclise as opções cabíveis — não a próclise.

🔎 D. “A frase está perfeitamente correta, pois a mesóclise é obrigatória com verbos no futuro do presente.”

Errada. A mesóclise não é obrigatória no futuro do presente — ela é apenas facultativa, sendo uma das opções elegantes previstas pela norma culta. Quando há um fator de atração antes do verbo, a próclise tem preferência mesmo no futuro. Além disso, a frase não está correta, pois como vimos na alternativa A, a formação “intimar-la-á” está errada por manter o “-r” que deveria ser suprimido.

✅ Resposta correta: A

💡 Dica para a prova

A mesóclise no futuro segue sempre a mesma fórmula:

EtapaExemplo
Verbo no infinitivointimidar
Remove o -r finalintimida
Acento na vogal finalintimidá
Insere o pronomeintimidá-la
Adiciona a desinência de futurointimidá-la-á

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👉Continue explorando a nossa sessão de exercícios resolvidos completa para aprender cada vez mais. 

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LUCAS

Escritor e Concurseiro

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Desvende os critérios de cobrança de gigantes como Cesgranrio, FGV, Cebraspe, VUNESP e IBFC, aprenda macetes valiosos para eliminar alternativas incorretas e domine a matéria de uma vez por todas.

um degrau por vez aprovação em concurso público

QUESTÃO 1

(Banca: IBFC – Nível: Fácil) – No trecho: ‘O homem que ama a natureza é mais feliz’, o termo destacado ‘que’ classifica-se morfologicamente como:

A) Conjunção integrante
B) Advérbio de intensidade
C) Pronome demonstrativo
D) Pronome relativo

Resolução:

• Em questões desse perfil, a estratégia mais eficiente é examinar cada alternativa com atenção, confrontando-as com a regra gramatical exigida pelo enunciado. Assim, eliminamos as opções incorretas até identificar a alternativa mais adequada. Vamos iniciar a análise item por item.

🔎 A — Conjunção integrante ❌ As conjunções integrantes (que, se) introduzem orações que funcionam como substantivo (sujeito, objeto direto etc.). Exemplo: “Eu sei que você virá.” — aqui o “que” não substitui nenhum termo anterior. Na questão, o “que” tem antecedente (“o homem”), o que descarta essa classificação.

🔎 B — Advérbio de intensidade ❌ O advérbio de intensidade “que” aparece em frases exclamativas ou em contextos de ênfase. Exemplo: Que bonito!” ou “Não imagina que cansado estou.” Não é o caso aqui, pois a frase não expressa intensidade.

🔎 C — Pronome demonstrativo ❌ O “que” nunca funciona como pronome demonstrativo. Os pronomes demonstrativos são: este, esse, aquele, isto, isso, aquilo (e variações). Essa alternativa não tem nenhuma aplicação gramatical real para o “que”.

🔎 D — Pronome relativo ✅ é aquele que substitui um termo anterior (chamado de antecedente) e ao mesmo tempo conecta duas orações. No trecho:

“O homem que ama a natureza é mais feliz”

O “que” está no lugar de “o homem” e liga duas orações:

  • Oração 1: “O homem é mais feliz”
  • Oração 2: “[o homem] ama a natureza”

Repare que você pode substituir o “que” por “o qual” e a frase continua fazendo sentido → “O homem o qual ama a natureza…” — isso é um teste clássico para identificar pronome relativo.

✅ Resposta correta: D — Pronome relativo


👉Se quiser ir além nos estudos, acesse nosso banco de questões e pratique à vontade. Quanto mais você treinar, mais preparado estará para a prova. 


QUESTÃO 2

(Banca: Quadrix – Nível: Médio) – Quanto ao uso dos pronomes demonstrativos, assinale a alternativa que atende à norma-padrão da língua portuguesa:

A) Pegue isto livro que está bem aí perto de você, por favor.
B) A inflação e o desemprego preocupam; esse por falta de vagas, aquela pela perda de poder de compra.
C) Não me venha com esse argumento que você usou ali na semana passada.
D) Em 2024 começará o novo projeto; espera-se que este ano traga bons frutos.

Resolução:

Vamos analisar esta questão passo a passo, identificando os elementos gramaticais que justificam a alternativa correta.

🔎 A. “Pegue isto livro que está bem aí perto de você, por favor.”

Errada. O pronome “isto” é uma forma invariável e nunca acompanha substantivo. Quando o pronome demonstrativo vem antes de um substantivo, é obrigatório usar as formas variáveis: este, esse ou aquele. Além disso, como o livro está perto do ouvinte (“aí perto de você”), o correto seria usar “esse”.

✅ Correto seria: “Pegue esse livro que está bem aí perto de você.”

🔎 B. “A inflação e o desemprego preocupam; esse por falta de vagas, aquela pela perda de poder de compra.”

Errada. Quando dois termos são citados e depois retomados, a norma-padrão estabelece que “este” retoma o último citado e “aquele” retoma o primeiro. Então o correto seria “este” para desemprego e “aquela” para inflação. A alternativa usa “esse” misturado com “aquela”, sendo internamente inconsistente.

✅ Correto seria: “…este por falta de vagas, aquela pela perda de poder de compra.”

🔎 C. “Não me venha com esse argumento que você usou ali na semana passada.”

Errada. O pronome “esse” indica proximidade com o ouvinte ou algo recente. Porém, a frase traz duas marcas claras de distância — de lugar (“ali”) e de tempo (“na semana passada”) — o que exige o uso de “aquele”, pronome que marca afastamento.

✅ Correto seria: “…com aquele argumento que você usou ali na semana passada.”

🔎 D. “Em 2024 começará o novo projeto; espera-se que este ano traga bons frutos.”

Correta. O pronome “este” retoma “2024”, que foi mencionado imediatamente antes. Essa é exatamente a função do pronome este: referir-se a algo próximo ou recém-mencionado no texto. Uso correto pela norma-padrão.

✅ Resposta correta: D 

⚠️ Ponto de atenção

A alternativa B tem uma sutileza: alguns gramáticos modernos aceitam “esse” como substituto de “este” na retomada do último termo, já que essa distinção vem se perdendo no português contemporâneo. Mas o erro da alternativa continua claro pela inconsistência interna — mistura duas lógicas diferentes ao mesmo tempo, o que nenhuma gramática aceita.


QUESTÃO 3

(Banca: FCC – Nível: Médio) – ‘O diretor convocou os funcionários e comunicou-lhes a decisão.’ No que diz respeito à colocação e emprego pronominal, o termo ‘comunicou-lhes’ está correto porque:

A) A conjunção ‘e’ atrai obrigatoriamente o pronome para antes do verbo, configurando próclise.
B) O correto seria utilizar ‘comunicou-os’, visto que funcionários é um objeto direto.
C) O pronome ‘lhes’ atua como objeto indireto, exigido pelo verbo comunicar (comunicar algo a alguém).
D) O pronome ‘lhes’ funciona como objeto direto da oração.

Resolução:

Vamos observar como a banca construiu as alternativas para testar o domínio do candidato sobre o conteúdo estudado.

🔎 A. “A conjunção ‘e’ atrai obrigatoriamente o pronome para antes do verbo, configurando próclise.”

Errada. A conjunção “e” não é um elemento atrativo de próclise. Na norma-padrão, os elementos que atraem o pronome para antes do verbo são: palavras negativas (não, nunca, jamais), pronomes relativos (que, quem), conjunções subordinativas (quando, se, porque), entre outros. A conjunção “e” é coordenativa aditiva e não exerce essa função. Por isso, a ênclise (comunicou-lhes) está correta nesse contexto.

🔎 B. “O correto seria utilizar ‘comunicou-os’, visto que funcionários é um objeto direto.”

Errada. Essa alternativa comete dois erros. Primeiro, confunde as funções sintáticas: na frase, “os funcionários” é objeto direto do verbo “convocou”, não do verbo “comunicou”. Segundo, o verbo “comunicar” nesse contexto pede a estrutura comunicar algo a alguém — ou seja, a pessoa que recebe a comunicação é objeto indireto, e o pronome correto para substituí-la é “lhes”, não “os”.

🔎 C. “O pronome ‘lhes’ atua como objeto indireto, exigido pelo verbo comunicar (comunicar algo a alguém).”

Correta. O verbo “comunicar” é bitransitivo, ou seja, exige dois complementos:

  • Objeto direto: a decisão (o quê foi comunicado)
  • Objeto indireto: lhes = a eles/aos funcionários (a quem foi comunicado)

O pronome “lhes” é exatamente o pronome oblíquo usado para substituir objetos indiretos referentes a pessoas. O uso está perfeito tanto na forma quanto na função.

🔎 D. “O pronome ‘lhes’ funciona como objeto direto da oração.”

Errada. O pronome “lhes” nunca funciona como objeto direto — essa é uma regra rígida da gramática normativa. Para objeto direto, usam-se os pronomes o, a, os, as. O “lhes” é exclusivamente usado como objeto indireto. Usar “lhes” como objeto direto é um dos erros mais cobrados em concurso justamente por ser uma confusão comum.

✅ Resposta correta: C

💡 Dica para a prova

Sempre que ver o verbo “comunicar”, pense na estrutura:

comunicar algo (OD) a alguém (OI)


QUESTÃO 4

(Banca: FGV – Nível: Médio) – Assinale a frase em que o pronome pessoal oblíquo átono possui valor possessivo equivalente a um pronome de posse.

A) Os alunos se retiraram da sala assim que o sinal tocou.
B) Não me restava qualquer outra alternativa senão aceitar as condições.
C) Entreguei-lhe os relatórios assim que cheguei ao escritório.
D) O vento forte beijou-lhe a face pálida durante a caminhada.

Resolução:

Mais do que decorar regras, exercícios desse tipo exigem compreensão do funcionamento da língua no contexto.

🔎 A. “Os alunos se retiraram da sala assim que o sinal tocou.”

Errada. O pronome “se” aqui tem valor reflexivo, indicando que os alunos praticaram a ação sobre si mesmos — eles mesmos se retiraram. Não há nenhuma ideia de posse envolvida. Esse é um uso clássico do “se” como partícula reflexiva.

🔎 B. “Não me restava qualquer outra alternativa senão aceitar as condições.”

Errada. O pronome “me” aqui funciona como objeto indireto do verbo “restar” — equivale a “não restava a mim”. Não expressa posse. A frase não diz que algo é meu, mas sim que algo restava para mim.

🔎 C. “Entreguei-lhe os relatórios assim que cheguei ao escritório.”

Errada. O pronome “lhe” aqui funciona como objeto indireto clássico — equivale a “entreguei a ele/ela os relatórios”. Indica o destinatário da ação, não uma relação de posse. Não há nenhum sentido possessivo na frase.

🔎 D. “O vento forte beijou-lhe a face pálida durante a caminhada.”

Correta. O pronome “lhe” aqui equivale a “sua” — a face pálida dele/dela. Perceba que a frase poderia ser reescrita como:

“O vento forte beijou sua face pálida durante a caminhada.”

Esse é exatamente o valor possessivo que a questão pede. Em português, é muito comum usar o pronome oblíquo no lugar do pronome possessivo quando a posse se refere a partes do corpo ou objetos pessoais. Essa construção é considerada até mais elegante na norma culta do que usar “sua”.

✅ Resposta correta: D

💡 Dica para a prova

O valor possessivo do pronome oblíquo aparece quase sempre com partes do corpo ou pertences pessoais. O teste é simples: tente substituir o pronome oblíquo por um possessivo (meu, seu, dele). Se a frase mantiver o mesmo sentido, o valor é possessivo.

Frase com oblíquoSubstituição possessiva
beijou-lhe a facebeijou sua face
entreguei-lhe os relatóriosentreguei seus relatórios ❌ (muda o sentido)

QUESTÃO 5

(Banca: Cebraspe – Nível: Difícil) – ‘Caso a testemunha se recuse a colaborar, o juiz intimar-la-á formalmente.’ Analisando a frase sob a ótica da norma-padrão para colocação pronominal, assinale a opção correta.

A) Há um erro na formação da mesóclise; a forma correta seria ‘intimá-la-á’, devido à alteração da terminação verbal antes do pronome.
B) A ênclise (‘intimar-á-la’) deveria ter sido empregada por se tratar de linguagem jurídica.
C) O correto seria usar a próclise (‘a intimará’), pois a palavra ‘juiz’ funciona como fator de atração.
D) A frase está perfeitamente correta, pois a mesóclise é obrigatória com verbos no futuro do presente.

Resolução:

Antes de marcar a resposta, precisamos verificar o comportamento gramatical presente em cada alternativa.

🔎 A. “Há um erro na formação da mesóclise; a forma correta seria ‘intimá-la-á’, devido à alteração da terminação verbal antes do pronome.”

Correta. Aqui está o ponto mais técnico da questão. Quando usamos a mesóclise com verbos no futuro do presente, ocorre uma alteração fonética obrigatória: o verbo perde a terminação “-r” final e recebe um acento agudo na vogal que fica exposta. Veja:

intimar + la + á intimar → intima (cai o -r) intimá (acento na vogal final) Resultado correto: intimá-la-á

A frase original escreveu “intimar-la-á”, mantendo o “-r” antes do pronome, o que fere a norma-padrão. Esse é um erro de formação da mesóclise, exatamente como a alternativa descreve.

🔎 B. “A ênclise (‘intimar-á-la’) deveria ter sido empregada por se tratar de linguagem jurídica.”

Errada. Dois erros aqui. Primeiro, não existe a forma “intimar-á-la” — colocar o pronome depois da desinência de futuro é uma construção inexistente na língua portuguesa. Segundo, a linguagem jurídica não é um fator gramatical que determina o tipo de colocação pronominal. A escolha entre próclise, ênclise e mesóclise segue regras gramaticais, não o contexto profissional do texto.

🔎 C. “O correto seria usar a próclise (‘a intimará’), pois a palavra ‘juiz’ funciona como fator de atração.”

Errada. Substantivos comuns como “juiz” não são fatores de atração pronominal. Os elementos que atraem o pronome para antes do verbo são específicos: palavras negativas, pronomes relativos, conjunções subordinativas, advérbios sem vírgula, entre outros. Um substantivo sujeito jamais exerce essa função. Além disso, vale lembrar que a oração principal não possui nenhum elemento atrativo, o que torna a mesóclise ou a ênclise as opções cabíveis — não a próclise.

🔎 D. “A frase está perfeitamente correta, pois a mesóclise é obrigatória com verbos no futuro do presente.”

Errada. A mesóclise não é obrigatória no futuro do presente — ela é apenas facultativa, sendo uma das opções elegantes previstas pela norma culta. Quando há um fator de atração antes do verbo, a próclise tem preferência mesmo no futuro. Além disso, a frase não está correta, pois como vimos na alternativa A, a formação “intimar-la-á” está errada por manter o “-r” que deveria ser suprimido.

✅ Resposta correta: A

💡 Dica para a prova

A mesóclise no futuro segue sempre a mesma fórmula:

EtapaExemplo
Verbo no infinitivointimidar
Remove o -r finalintimida
Acento na vogal finalintimidá
Insere o pronomeintimidá-la
Adiciona a desinência de futurointimidá-la-á

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LUCAS

Escritor e Concurseiro

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